O direito de voto no Brasil é facultativo para adolescentes a partir de 16 anos e obrigatório entre 18 e 70. No segundo turno das eleições de 2026, porém, crianças bem mais jovens compareceram às seções eleitorais acompanhadas por pais e responsáveis em Brasília. O objetivo era que presenciassem o funcionamento da democracia na prática.
A publicitária Polyana Carla Alves Ázara e a internacionalista Luísa Malagoli, que chegaram juntas a Brasília há alguns anos, compareceram à votação no Centro de Ensino Médio Paulo Freire acompanhadas pelo filho e pelo cachorro da família. Polyana Carla votava pela primeira vez na capital federal e desejava que o menino participasse do momento. "Penso no futuro em que ele, um dia, poderá pensar 'eu participei, eu estive neste momento de futuro para mim e para o Brasil'", afirmou. Luísa reforçou a importância da participação cidadã ativa, defendendo que o eleitor não pode apenas reclamar, mas precisa agir.
Ambas enfatizam a necessidade de os governantes pensarem em políticas que transcendam o período de seus mandatos. Luísa ressalta que cidadãos devem cobrar ações não apenas de presidentes, mas também de vereadores, deputados e legisladores em busca do bem comum.
Com o e-título no celular, a analista de departamento pessoal Elizabete Queiroz Gomes levou as filhas Emanuelle, de 10 anos, e Luna, de 9, até uma seção eleitoral no Varjão. Para ela, é fundamental ensinar desde cedo às gerações mais jovens a importância do direito ao voto e como funciona todo o processo democrático.
Direitos das meninas e mulheres
Elizabete destacou que sua escolha nas urnas foi totalmente consciente, movida pela preocupação com o futuro de suas filhas. A analista lembrou que o voto feminino no Brasil é uma conquista recente, conquistada apenas em 1932. "Votar tem um peso enorme para nós que somos mulheres brasileiras, já que esta conquista não faz tanto tempo que a gente conseguiu", disse.
Próximas gerações
A aposentada Siomara Chao, de 59 anos, levou o neto Iyaz, de 4 anos, à seção eleitoral motivada pelo patriotismo, mesmo sabendo que o menino ainda não compreenda plenamente as consequências do voto. Acompanhada pelo marido Plínio de La Pena, de 72 anos, mecânico, Siomara votou pensando nos filhos e nos 12 netos. Para ela, votar no domingo é exercer cidadania e garantir progresso futuro.
Nilsemar Ferreira da Silva levou o filho Arcanjo Miguel Mota da Silva, de 7 anos, à seção de votação para que começasse a entender sobre política. Nilsemar prioritiza segurança e educação para as crianças e espera contribuir para um país melhor através do seu voto.






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