Durante a 79ª Assembleia Geral da ONU, realizada em Nova York, o presidente do Vietnã, To Lam, fez um apelo direto aos Estados Unidos para que suspendam todas as medidas restritivas impostas a Cuba. A declaração ocorreu em meio aos debates de alto nível do encontro, que reuniu líderes mundiais para discutir temas como cooperação internacional e crises humanitárias.

Em seu discurso, To Lam afirmou que o Vietnã sempre manteve uma posição de solidariedade com o Estado e o povo cubano. Ele pediu especificamente que Washington encerre o embargo unilateral, as sanções e o bloqueio energético contra a ilha, além de exigir que Cuba seja removida da lista norte-americana de países que supostamente patrocinam o terrorismo. A declaração reforça a tradicional aliança entre os dois países socialistas.

Impacto das sanções em Cuba

O líder vietnamita também convocou a comunidade internacional a agir em apoio a Cuba, que enfrenta uma grave crise econômica e social agravada pelas sanções. Segundo ele, a pressão externa tem provocado escassez de combustível, afetando setores essenciais como geração de eletricidade, transporte, produção de alimentos, saúde e educação.

Os Estados Unidos intensificaram as medidas contra Cuba desde janeiro, impondo tarifas sobre importações de países que fornecem petróleo à ilha caribenha. Além disso, Washington declarou estado de emergência alegando uma suposta ameaça cubana à segurança nacional dos EUA, o que aprofundou ainda mais o isolamento econômico do país.

Reação internacional e apelo por diálogo

O pedido de To Lam ocorre em um momento em que crescem as críticas à política externa norte-americana em relação a Cuba, que mantém embargo comercial há mais de seis décadas. Vários países latino-americanos e de outras regiões têm manifestado apoio à eliminação das sanções, consideradas uma violação do direito internacional.

Para o presidente vietnamita, a retirada de Cuba da lista de países que apoiam o terrorismo é um passo fundamental para permitir o diálogo e a normalização das relações bilaterais. Ele ressaltou que a comunidade internacional tem o dever de ajudar Cuba a superar os desafios causados pelas medidas coercitivas unilaterais, que também afetam a população civil.