Em 26 de agosto, durante a 81ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, reiterou a abertura de seu país para dialogar com os Estados Unidos. O diplomata enfatizou que qualquer aproximação deve ser baseada na seriedade, respeito mútuo, igualdade soberana e estrito cumprimento do direito internacional, rejeitando qualquer interferência em questões internas e condições prévias.

Obstáculos ao diálogo

Rodríguez Parrilla apontou que a atual política externa norte-americana em relação a Havana complica o estabelecimento de um diálogo produtivo. Ele destacou que Washington tem aumentado a pressão sobre a ilha, impondo restrições em áreas cruciais como o fornecimento de combustíveis, comércio, investimentos, turismo, acesso a financiamento e tecnologia, além de mercados.

O chanceler cubano também criticou os Estados Unidos por supostamente pressionarem outras nações a encerrar a cooperação com Cuba, citando como exemplo os serviços médicos prestados por profissionais cubanos. Segundo ele, Cuba não pretende ceder a essa situação e está implementando reformas em seu modelo econômico e social, sem comprometer sua soberania ou suas conquistas sociais.

Rejeição a ameaças militares

Rodríguez Parrilla foi enfático ao afirmar que Cuba considera inaceitáveis as ameaças de uso de força militar. O ministro ressaltou que tais ameaças violam o direito internacional e os princípios estabelecidos na Carta das Nações Unidas, reiterando a posição do país em defesa da paz e da não intervenção.