Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, estaria envolvido em orgias com mulheres pagas com dinheiro de procedência duvidosa, conforme novas informações. A notícia, divulgada inicialmente pelo site PlatôBR e compartilhada por veículos progressistas, foi amplamente ignorada pela maior parte da imprensa tradicional, com exceção do UOL.

Anteriormente, o pai de Flávio, enquanto presidente, abordou adolescentes venezuelanas em Brasília, em abril de 2021, imaginando que fossem prostitutas. Ele as seguiu até suas residências para verificar suas intenções, questionando se estariam se prostituindo por estarem "pintadas e bem vestidas". Esse episódio, tratado com discrição pela mídia, foi interpretado como uma tentativa do então presidente de se posicionar como fiscal da moralidade, focando na prostituição de estrangeiras para criticar o regime chavista.

Proteção da Extrema Direita

A alegada proteção midiática a Flávio Bolsonaro difere do tratamento dado a figuras políticas de extrema direita em outros países. Nos Estados Unidos, Donald Trump frequentemente ataca jornalistas de grandes veículos, incluindo a CNN e o New York Times, nomeando-os como inimigos. Da mesma forma, na Argentina, Javier Milei tem se manifestado contra veículos como o Nación e o Clarín, classificando jornalistas de "sicários" e "mentirosos".

No Brasil, a relação da grande imprensa com a família Bolsonaro, especialmente Flávio, é descrita como menos conflituosa. Embora existam reportagens sobre suas ligações com milicianos e acusações de envolvimento em esquemas de corrupção, a cobertura sobre temas como as supostas orgias é limitada. Há uma percepção de que a imprensa brasileira tende a proteger a extrema direita em momentos críticos, evitando dar destaque a certos escândalos.

Rachadinhas e Blindagem

As pautas relacionadas a "rachadinhas" e lavagem de dinheiro envolvendo Flávio Bolsonaro, embora abordadas pela imprensa, são consideradas como "vencidas" e menos prejudiciais à imagem do político. A suposta blindagem em casos mais recentes, como o das orgias, é vista como um esforço para manter a fidelidade da audiência ultraconservadora e por temor às consequências de uma cobertura mais aprofundada. Este cenário contrasta com a forma como investigações e abordagens opinativas são direcionadas a outras figuras políticas, como o presidente Lula.