Horas antes de um debate televisivo na TV Globo, o senador Flávio Bolsonaro teria enfrentado uma crise de pânico. A informação, ainda não divulgada amplamente, indica que o parlamentar chorou e se recusou inicialmente a participar do último debate antes das eleições. Fontes próximas aos acontecimentos relataram os detalhes do episódio, que teria ocorrido durante uma reunião com assessores.

Segundo as fontes, Flávio Bolsonaro teria surpreendido seus assessores ao anunciar sua decisão de não comparecer ao debate. "Eu não vou participar do debate da TV Globo", teria dito o senador. A reação dos presentes foi de perplexidade, com um assessor questionando a decisão, lembrando que a presença havia sido confirmada, mesmo sem a participação do presidente Lula.

Valdemar da Costa Neto, presidente do PL, teria reagido com indignação. "Que palhaçada é essa, Flávio? Cagão!", teria gritado. Flávio Bolsonaro, então, teria expressado suas preocupações, questionando o que diria caso fosse perguntado sobre temas como a "rachadinha", a loja de chocolate, a aquisição de imóveis, a mansão em Brasília, a milícia e o dinheiro de Daniel Vorcaro. O senador teria concluído: "Você sabe que eu desmaio".

Estratégias e Imprevistos

Um assessor tentou acalmar o senador, garantindo que o cenário estava controlado e que a TV Globo teria selecionado debatedores que não fariam perguntas consideradas incômodas. A estratégia seria usar outros políticos, como Zema, Caiado e Augusto Cury, para "servir de escada". Sobre a possível presença de Renan Santos, que já o teria criticado, Valdemar da Costa Neto teria assegurado que Renan estaria fora do debate, apesar de sua colocação nas pesquisas.

Questionado sobre seu plano de governo, Flávio Bolsonaro teria dito que seu objetivo seria "tirar Bolsonaro da cadeia, impedir que investiguem os casos da rachadinha e rastreiem o dinheiro do Vorcaro para o filme". Um assessor teria respondido que a intenção não era apresentar projetos, mas sim "lacrar", sugerindo que o senador fizesse perguntas a um púlpito vazio com o nome do presidente Lula, o que o faria "sempre ter razão", pois "quem cala consente".

Mudanças de Rumo

No entanto, a situação mudou drasticamente. Um assessor informou que a Justiça Eleitoral proibiu a TV Globo de exibir o púlpito vazio com o nome do presidente Lula. Em seguida, outro assessor comunicou que o ministro Gilmar Mendes havia autorizado a participação de Renan Santos (Missão) no debate, o que teria levado o senador a desmaiar, segundo o relato.