Mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro mostram que o ministro Kássio Nunes Marques pediu ajuda para organizar uma viagem ao exterior para cinco pessoas, em dezembro de 2024, por meio de Leonardo Serrano Giunchetti, apontado pela PF como operador de logística e de viagens do grupo. O caso envolve também diálogos sobre benefícios a pessoas ligadas ao ministro e foi citado em informações obtidas pela investigação.
pedido de viagem e resposta de vorcaro
Na mensagem enviada em 5 de dezembro de 2024, Nunes Marques escreveu a Giunchetti que precisava de apoio para “formatar uma viagem de uns 10 dias, entre 8 e 18 de janeiro, para 5 pessoas”. Ele mencionou como opções Viena, com deslocamentos para cidades próximas, ou o Peru, e disse estar aberto a outras alternativas com roteiro pré-programado.
Depois de receber o pedido, Giunchetti encaminhou a solicitação a Vorcaro e perguntou se deveria atender o ministro de forma direta ou se deveria faturar o serviço ao banqueiro. Vorcaro respondeu: “Sim. Atende. Tudo.”.
mensagens citam pagamentos e benefícios
Os arquivos também registram outros diálogos ligados ao entorno de Vorcaro. Em 7 de março de 2025, uma prestadora de serviços chamada Rayanna cobrou do banqueiro o pagamento de R$ 10 mil, valor que, segundo ela, seria devido a uma mulher que “ficou com o kassio! Ela tá me cobrando aqui” [sic].
Em outra conversa, de 4 de julho de 2025, o ex-diretor jurídico do Banco Master, Luiz Rennó, mencionou a Vorcaro o pagamento de R$ 500 mil por mês a Kelvin Marques, filho de Kássio Nunes Marques. O material reunido pela PF também cita diálogos de terceiros sobre viagens, hospedagens, mansões, camarotes de carnaval, áreas VIP e festas.
Segundo o texto divulgado sobre o caso, essas mensagens contradizem a versão apresentada pelo ministro, que disse por nota que “nunca trocou mensagens com o banqueiro [Daniel Vorcaro] nem pediu nada a ele”.






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