Uma declaração antiga de Flávio Bolsonaro voltou a ganhar repercussão nas redes sociais nesta quarta-feira, após a revelação de que ele, a mulher Fernanda e as duas filhas viajaram da Flórida a Brasília, em janeiro de 2025, em um jato ligado a Daniel Vorcaro.

No vídeo que voltou a circular, o senador aparece dizendo: “Vocês não vão me ver viajando para Londres, Estados Unidos, para Paris, para tudo que é lugar. Nunca entrei em avião do Vorcaro”.

Voo ocorreu em janeiro de 2025

Segundo os documentos citados na reportagem, a viagem foi feita em 19 de janeiro de 2025, no trecho entre Fort Lauderdale, na Flórida, e Brasília, a bordo de um Legacy 650 de prefixo PP-NLR.

A aeronave tinha cotistas entre seus donos, incluindo a Prime You, empresa operadora do jato da qual Vorcaro era sócio, além do advogado Willer Tomaz, amigo próximo de Flávio Bolsonaro, que também estava no voo.

Flávio diz que avião era de Willer Tomaz

Procurado, Flávio afirmou que, na época, entendia que o avião pertencia a Willer Tomaz. “Na época, o avião era do Willer, eu tive zero contato com Vorcaro. Fizemos uma viagem em família, mais nada. O avião era dele. Não sabia da cota da empresa (Prime You). Para mim, o avião era do Willer. Qualquer coisa além disso é distorção da realidade”, disse.

A viagem ocorreu no fim de semana anterior à posse de Donald Trump para o segundo mandato, em 20 de janeiro de 2025. Durante a passagem pela Flórida, Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz estiveram juntos no Hard Rock Hotel & Casino, na região de Miami.

A informação sobre o uso da aeronave também voltou ao debate porque o mesmo avião teria sido cedido, meses depois, a Alexandre de Moraes e à mulher dele, Viviane Barci. O caso ampliou a atenção sobre as ligações de Vorcaro com políticos e autoridades.