Nesta quinta-feira, a Receita Federal e forças de segurança deflagraram a Operação Crédito Oculto, terceira etapa da Operação Carbono Oculto, com buscas em sete estados contra suspeitos de ligar o PCC a operadores financeiros do esquema do Banco Master.
Um dos alvos é Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, apontado como operador financeiro do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Ele assinou delação no caso Master e, segundo a investigação, atuou no transporte de dinheiro vivo para pagamento de propina e no envio de milhões de reais para financiar o filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro.
A investigação também tem como alvo um diretor da Genial Investimentos. Segundo a Receita Federal, o caso envolve verdadeiras convergências criminosas à disposição de múltiplos grupos, com estruturas de lavagem de capitais no setor de combustíveis e no mercado financeiro.
Freixo é descrito como pioneiro nas Bahamas por suposta criação de offshores no país caribenho. Ele também teria desviado recursos do Banco Master para o exterior; os valores são rastreados pelo liquidante da instituição para recompor parte do passivo.
A Receita afirma que uma financeira usada na compra simulada de uma empresa sucroalcooleira movimentou cerca de R$ 11,6 bilhões entre 2021 e 2025, o que reforça suspeitas de ocultação e lavagem de capitais. A operação cumpre mandados de busca e apreensão contra 13 pessoas físicas e 19 pessoas jurídicas, em sete estados, sendo 26 alvos em São Paulo e um no Espírito Santo, em Goiás, no Mato Grosso, em Minas Gerais, no Rio de Janeiro e em Santa Catarina.






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