Na reta final da campanha eleitoral, Flávio Bolsonaro (PL) passou a ser alvo de adversários da direita que contestam seu pedido de voto útil e fazem críticas diretas ao senador. A reação ocorreu depois que ele apelou a eleitores que não o têm como primeira opção para apoiá-lo já no primeiro turno. A informação foi publicada pelo jornal O Globo e envolve os candidatos Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão).
Segundo a reportagem, Flávio Bolsonaro afirmou durante evento: “Eu faço um apelo a você que não me tem como primeira opção. Considere votar em Flávio Bolsonaro no primeiro turno. Vamos resolver essa parada já no primeiro turno”. Aliados do senador também procuraram interlocutores ligados a Cury, Caiado e Zema para sondar possíveis desistências, mas encontraram resistência.
Pesquisa mostra disputa acirrada
Pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira (21) aponta Lula (PT) com 37% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro tem 33%. Cury soma 6%, Caiado 4%, Renan 3% e Zema 1%, totalizando 14% entre os quatro. O pedido de voto útil de Flávio ocorre justamente para tentar ampliar sua vantagem ante o petista.
As críticas mais fortes vieram de Cury, que após um debate promovido pelo Flow (ao qual Flávio não compareceu) disse que o senador “sempre foge”, questionou sua experiência administrativa e classificou como “promíscua” a relação dele com o Banco Master. Cury também citou episódios ligados à antiga loja de chocolates de Flávio e à operação Dark Horse, que investiga o financiamento de um filme sobre Jair Bolsonaro. Durante o debate, ele chamou os ausentes de “covardes”.
Reações de Caiado, Zema e Renan
Caiado criticou a premissa do voto útil, afirmando que “quem está apostando no Flávio, na verdade, está apostando na loteria, porque ele tem 50% de rejeição e não tem como crescer. Eu tenho como crescer”. Zema intensificou ataques a pessoas ligadas a Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, cobrando a saída do procurador-geral Paulo Gonet e dizendo que Vorcaro “comprou muito político vendido”, citando integrantes do PT e do PL.
Renan Santos afirmou que pessoas ligadas a Flávio tentaram contato por intermédio de amigos, mas ele recusou e descartou apoiar o senador em eventual segundo turno. Sobre o apelo pelo voto útil, avaliou: “Se tem algum efeito, é um efeito marginal. Ele está aproveitando o momento que agora é bom para ele para tentar fazer isso”.






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