O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um pronunciamento contundente nesta terça-feira (22) durante a abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Em sua fala, Lula criticou as ações militares no Oriente Médio, denunciando as consequências humanitárias para a população civil.

O chefe de Estado brasileiro afirmou que “gerações de palestinos carregarão a dor e o trauma de um genocídio praticado pelo governo Netanyahu contra mulheres e crianças em Gaza”. Ele enfatizou a gravidade e os impactos de longo prazo da ofensiva israelense no território palestino.

Preocupação com Israel e Justiça Internacional

Lula também abordou o impacto da violência sobre a população de Israel, repudiando “ações extremistas”. Ele destacou que “civis israelenses pagaram o preço do radicalismo e da intolerância dos atos terroristas do Hamas”.

O presidente manifestou forte preocupação com as pressões exercidas contra órgãos de justiça global que buscam apurar responsabilidades por violações dos direitos humanos. Segundo ele, sanções ou tentativas de enfraquecer o Judiciário internacional representam um grave retrocesso para o multilateralismo, afirmando que “perseguir o Tribunal Penal Internacional e seus integrantes é um estímulo para que esses crimes fiquem impunes”.

Lula alertou que “os assentamentos ilegais na Cisjordânia tornam cada vez menos viável a solução de dois Estados, essencial para que israelenses e palestinos possam viver em paz”. Ele concluiu que “ameaçar civilizações de extinção não trará estabilidade para o Oriente Médio”.