As mulheres superaram os homens na formalização de negócios com CNPJ em 2025 no Brasil, segundo dados da Pnad Contínua divulgados pelo IBGE. Entre empregadoras e trabalhadoras por conta própria, a taxa feminina chegou a 36,7%, ante 34,2% entre os homens.

O levantamento mostra que essa vantagem das mulheres se repete ao longo da série histórica iniciada em 2012. Na comparação com 2024, quando os índices eram de 35,2% para elas e 32,7% para eles, os dois grupos avançaram, mas a diferença permaneceu favorável ao público feminino.

Conta própria e empregadores

Entre os trabalhadores por conta própria, 29,3% das mulheres tinham CNPJ em 2025, contra 25,9% dos homens. No início da série, em 2012, esses percentuais eram de 15,8% e 14,6%, respectivamente.

Já entre os empregadores, a formalização foi de 85,8% para as mulheres e de 79,0% para os homens em 2025. Em 2012, os índices eram de 82,4% e 73,1%.

Escolaridade e sindicalização

O estudo também aponta que o nível de instrução influencia a formalização. Em 2025, 50,8% dos trabalhadores por conta própria com ensino superior completo tinham CNPJ. Entre os autônomos sem instrução ou com fundamental incompleto, a taxa caiu para 11,1%.

No recorte sindical, a taxa nacional de sindicalização foi de 8,9% entre os homens e de 8,7% entre as mulheres. O Nordeste foi a única região em que a participação feminina ficou acima da masculina, com 9,6% contra 8,9%.

Nas demais regiões, os homens tiveram índices maiores: Sul, 9,9% contra 9,4%; Sudeste, 9,0% contra 8,6%; Centro-Oeste, 8,4% contra 7,4%; e Norte, 7,5% contra 6,4%.

Ao todo, os trabalhadores independentes somaram 30,6 milhões de pessoas em 2025, e 35,0% dos empregadores e conta própria no país atuavam com CNPJ, o maior nível da série histórica.