247 – O Movimento Nacional Fé e Política (MNFP) defendeu a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pediu votos em candidatos ao Legislativo e aos governos estaduais comprometidos com a democracia e a soberania brasileira. Em nota pública datada de 20 de setembro de 2026, a entidade apresenta a disputa presidencial como uma escolha entre a continuidade democrática e o risco de retrocessos que associa a uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro.

No documento intitulado “Escolher a democracia e a soberania do Brasil”, publicado em seu site, o movimento contrapõe sua avaliação dos governos Lula e Jair Bolsonaro e critica a atuação da família Bolsonaro junto ao governo dos Estados Unidos. A manifestação também reúne críticas a Flávio Bolsonafo e aponta políticas sociais, valorização salarial e autonomia das instituições como razões para apoiar Lula.

“Esta será a eleição mais importante desde 1989”, afirma o MNFP, em referência à primeira eleição presidencial direta realizada após o fim da ditadura militar. Para a entidade, o resultado das urnas terá consequências que ultrapassam a definição de quem ocupará a Presidência.

O posicionamento eleitoral é explícito: “Frente aos riscos que representaria um novo governo ‘Bolsonaro’, temos de eleger o candidato presidencial comprometido com a democracia e com a soberania do Brasil: Lula”.

Soberania e relações com os Estados Unidos

A relação do bolsonarismo com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ocupa lugar central na argumentação do movimento. O MNFP acusa a família Bolsonaro de atuar junto ao governo norte-americano para promover tarifas e outras sanções contra o Brasil, com o objetivo de pressionar a gestão Lula.

A nota inclui, entre essas pressões, ameaças ao Pix e apresenta a aproximação de Flávio com Trump como um risco à autonomia brasileira. Também manifesta preocupação com o destino de recursos estratégicos, como minérios e terras raras, em um eventual governo do candidato.

“É uma verdadeira traição à pátria”, declara a entidade ao condenar a atuação que atribui à família Bolsonaro. Na avaliação do movimento, a defesa dos interesses nacionais constitui um dos principais critérios para a escolha presidencial.

Em contraposição, o MNFP sustenta que Lula tem reagido às ingerências externas com a defesa da independência do país. O documento associa esse posicionamento à preservação do direito dos brasileiros de decidir seu futuro político.

Liberdade de imprensa e ambiente democrático

O movimento também recorre à sua avaliação do governo Jair Bolsonaro para justificar o apoio a Lula. A nota recorda ataques à imprensa e a jornalistas, com destaque para mulheres, e atribui àquela gestão o estímulo à disseminação de informações falsas e a ataques digitais contra adversários.

“Em outras palavras, vivia-se um clima de ameaça, de ódio, para quem pensava diferente”, afirma o texto.

A entidade apresenta a liberdade de opinião como parte fundamental da disputa. Ao avaliar o governo Lula, destaca a possibilidade de manifestação política sem perseguição como um requisito da democracia que deve ser preservado.

Críticas a Flávio Bolsonaro

A nota reúne ainda acusações envolvendo a trajetória de Flávio Bolsonaro, entre elas o caso das chamadas “rachadinhas”, transações imobiliárias, relações com pessoas ligadas a milícias e pedidos de recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

O MNFP questiona a destinação de dinheiro que, segundo o documento, teria sido encaminhado a uma conta nos Estados Unidos e cobra explicações sobre seu uso. Essas afirmações são apresentadas pela entidade como parte de sua crítica política ao candidato; o material fornecido não inclui manifestação de Flávio ou dos demais citados sobre as acusações.

Ao tratar do Banco Master, o movimento também atribui importância à atuação dos órgãos de fiscalização e investigação. A nota sustenta que a Polícia Federal teve autonomia para trabalhar durante o governo Lula e menciona a intervenção do Banco Central como argumento em favor da gestão.

Políticas sociais fundamentam apoio

Na área econômica e social, o MNFP afirma que Lula recuperou programas e investimentos prejudicados durante o governo anterior. O documento destaca ações no Sistema Único de Saúde (SUS), na vacinação pública e no Farmácia Popular.

Na educação, a entidade aponta o aumento de recursos, os investimentos em universidades e a criação de institutos federais. A retomada dos aumentos reais do salário mínimo, acima da inflação, e a geração de empregos também aparecem entre os fundamentos do apoio.

O movimento acrescenta à lista o Bolsa Família, o Minha Casa, Minha Vida e o combate à fome. Em sua avaliação, essas políticas representam uma recuperação da capacidade do Estado de atender às necessidades da população mais pobre.

A manifestação termina ampliando o chamado às urnas para além da Presidência. O MNFP pede que o eleitorado escolha também “deputados/as, senadores/as e governadores/as defensores da democracia e da justiça social”.