247 – A jornalista Sônia Carneiro morreu aos 74 anos neste domingo (20), em Brasília. Foram mais de cinco décadas da profissional no jornalismo e na comunicação, especialmente na cobertura da política brasileira.

Sônia iniciou a carreira em 1971 e construiu grande parte de sua trajetória no sistema Jornal do Brasil. Foram 32 anos de atuação na Rádio Jornal do Brasil e no Jornal do Brasil, onde trabalhou até 2003. Ao longo desse período, exerceu funções de repórter e chefe de reportagem e também comandou a Rádio Jornal do Brasil em Brasília.

Na cobertura política, Sônia acompanhou de perto o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto. Entre os acontecimentos históricos que cobriu estão o movimento das Diretas Já, os trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte, a CPI de PC Farias e o processo de impeachment do então presidente Fernando Collor.

A atuação durante a Constituinte também foi registrada pela TV Senado. Em depoimento publicado em 2018, Sônia relembrou o período em que trabalhava como repórter da Rádio e do Jornal do Brasil e abordou o papel da imprensa durante a elaboração da Constituição.

O reconhecimento profissional veio também por meio do Prêmio Imprensa Estrangeira, recebido por Sônia em 1992. A premiação foi concedida pela Associação dos Correspondentes de Imprensa Estrangeira no Brasil (ACIE), em reconhecimento à sua atuação jornalística.

Sônia deixa dois filhos, Terence Zveiter e Danniel Zveiter. Até a publicação da reportagem do g1, a família ainda não havia divulgado informações sobre o velório e o sepultamento.