O ministro Alexandre de Moraes liberou a volta das reuniões de um grupo de oração com o ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão permite que os 13 membros se encontrem com Bolsonaro todas as quartas-feiras às 19h30, exclusivamente para atividades religiosas, conforme solicitado pela defesa do ex-chefe do Executivo na quinta-feira 23 de outubro. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária.
O encontro havia sido suspenso em julho, quando Moraes determinou o encerramento das visitas por 30 dias. A decisão ocorreu após o senador Flávio Bolsonaro publicar nas redes sociais uma carta escrita pelo pai. De acordo com o ministro, a divulgação desrespeitou as restrições impostas ao ex-presidente, que não pode utilizar plataformas digitais, nem mesmo por intermédio de terceiros.
Junto à suspensão, Moraes também proibiu Bolsonaro de receber visitas com objetivos político-eleitorais até o fim das eleições de outubro. A ordem também veda que manifestações eleitorais em seu nome sejam divulgadas por outras pessoas, em razão das medidas relacionadas à prisão domiciliar humanitária.
Na nova decisão, Moraes ressaltou que as reuniões religiosas deverão cumprir as medidas de segurança e demais ordens judiciais em vigor. A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal e o Núcleo de Custódia da Polícia Militar serão comunicados para adotar as providências necessárias à realização dos encontros.
Bolsonaro cumpre sentença de 27 anos e três meses de prisão por crimes que incluem organização criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado ao patrimônio público e deterioração de patrimônio tombado. Condenado pelo Supremo Tribunal Federal em 2025, o ex-presidente encontra-se em regime de prisão domiciliar humanitária.






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