Na noite de quinta-feira, 1º de outubro, por volta das 19h30, uma mochila abandonada em um ponto de ônibus nas imediações do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, acionou o esquadrão antibomba da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). A Polícia Militar isolou a área e aguardava a chegada de uma equipe especializada para examinar o objeto, resultando no fechamento de duas faixas da Esplanada dos Ministérios. O homem que deixou a mochila foi detido no local.
A PMDF ativou a Operação Petardo, protocolo padrão para casos de suspeita envolvendo bombas, artefatos explosivos ou objetos abandonados que possam oferecer risco. Esse procedimento inclui o isolamento preventivo para que especialistas possam avaliar o material antes da liberação do perímetro. A ação causou interrupções no trânsito local.
Incidente perto do STF e precedentes
O STF emitiu uma nota à imprensa, informando que um indivíduo tentou pular as grades da Corte próximo ao ponto de ônibus e arremessou uma mochila. A movimentação foi detectada pelo sistema de monitoramento do tribunal, que acionou imediatamente a Polícia Militar e a Polícia Judicial. A Operação Petardo foi iniciada para verificar a possível existência de um artefato explosivo. No momento da nota, equipes da Polícia Militar e da Polícia Judicial estavam no local realizando os procedimentos necessários.
Este incidente ocorre aproximadamente dois anos após explosões registradas em frente ao STF em novembro de 2024. Naquela ocasião, Francisco Wanderley Luiz, conhecido como “Tiü França”, morreu após detonar artefatos que carregava perto da sede da Suprema Corte, na Praça dos Três Poderes. A Polícia Federal concluiu, em abril de 2025, que Francisco Wanderley agiu sozinho, impulsionado por “extremismo político”, e que não houve financiamento externo para a ação. A Praça dos Três Poderes, onde fica o STF, também abriga o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional.






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