247 – Aposentados e trabalhadores equatorianos protestaram em Quito contra o plano do governo do presidente Daniel Noboa de vender mais de 2 bilhões de dólares em ativos do Instituto Equatoriano de Seguridade Social (IESS). Os manifestantes denunciam a medida como uma tentativa dissimulada de privatização alinhada a diretrizes do Banco Mundial, alertando que o leilão de hospitais e edifícios essenciais coloca em risco o patrimônio histórico da classe trabalhadora. As informações são da teleSUR.

As organizações sociais enfatizam que a instituição pertence aos contribuintes e exigem que a crise financeira seja enfrentada com a cobrança das dívidas bilionárias que o Estado e os grandes empresários mantêm com o fundo, e não com a alienação de bens. Em resposta à intenção governamental, a liderança popular prometeu apresentar uma proposta técnica para defender a liquidez do IESS e manterá as mobilizações nas ruas pela saúde e por aposentadorias dignas.

Agravando o cenário social, o Equador também enfrenta uma severa deterioração do emprego estável, refletida na queda expressiva das contratações por tempo indeterminado entre 2025 e 2026. Em contrapartida, o setor empresarial tem priorizado a flexibilização trabalhista por meio de modalidades temporárias e precárias — que dispararam mais de 138% —, visando baratear custos operacionais e evitar o pagamento de indenizações por demissão.