O presidente da Argentina, Javier Milei, voltou a criticar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a defender o senador Flávio Bolsonaro (PL) como o único nome capaz de derrotá-lo, em declaração a jornalistas nesta quarta-feira (23), em Nova York, após participar da 81ª Assembleia da Organização das Nações Unidas (ONU).

Milei disse esperar que o Brasil abandone o que chamou de “curso socialista decadente”. Ao ser questionado sobre a possível adesão do Brasil ao chamado Escudo das Américas, ele afirmou que a decisão cabe ao país, mas aproveitou para criticar o governo Lula: “O Brasil participar do Escudo das Américas é uma questão brasileira, mas tenho esperança de que o Brasil possa quebrar este curso socialista decadente que tomou nos últimos tempos e possa abraçar novamente as ideias da liberdade e fazer parte do grupo de países livres”, declarou.

Apoio a Flávio Bolsonaro

O líder argentino reforçou o alinhamento com Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em julho, Milei esteve no Brasil para participar do lançamento da candidatura de Flávio e declarou apoio direto a ele, afirmando que esperava ver o Brasil “também liberal” em outubro. Na ocasião, disse ainda que Flávio é o único capaz de parar Lula: “Eu creio que somente Flávio pode parar Lula e trazer uma verdadeira mudança para todos os brasileiros. Creio firmemente que não há outro capaz de parar o efeito de Lula sobre o país. E não há outro para fazer frente às organizações criminosas e narcotraficantes, e nisso eu confio plenamente em Flávio Bolsonaro”, afirmou.

Durante o evento no Brasil, Milei também puxou críticas à esquerda e entoou um coro de “Lula ladrão”, segundo a reportagem. Em seu discurso, ele associou o socialismo ao autoritarismo, criticou a defesa de uma igualdade que chamou de extrema e ilusória e relacionou governos de esquerda a casos de corrupção.

Críticas à esquerda

O presidente argentino afirmou ainda que, quando a esquerda perde eleições, caberia à direita lidar com os problemas deixados por seus antecessores. Ele também pediu que os eleitores se preparassem para uma eleição “suja”.