O presidente da Argentina, Javier Milei, chamou a Organização das Nações Unidas (ONU) de "inútil" durante discurso na Assembleia Geral nesta quarta-feira (23). Ele usou a disputa histórica pelas Ilhas Malvinas para questionar a eficácia da entidade e afirmou que seu governo pretende agir sobre o tema.
Milei acusou a ONU de não cumprir suas próprias resoluções e de se transformar em "uma organização inútil que só serve para alimentar uma casta de parasitas arrogantes, disfarçados de burocratas bem-intencionados". Segundo ele, a entidade falhou em garantir a segurança coletiva e os direitos humanos, permitindo "o caos, a violência e o terrorismo internacional".
Malvinas no centro das críticas
O presidente argentino apresentou as Malvinas como um exemplo do que considera a incapacidade da ONU de aplicar suas decisões. "As Malvinas não são apenas uma questão entre a Argentina e o Reino Unido, mas também coloca a questão sobre a capacidade desta organização de fazer valer suas próprias resoluções", afirmou. Ele questionou: "De que adianta uma resolução se, durante décadas, a contraparte pode agir em sentido contrário?"
Milei disse que a Argentina "não vai se sentar e esperar que a ONU e a comunidade internacional estejam à altura de seu próprio mandato" e que "vamos tomar providências nesse assunto". Ele não especificou quais medidas serão adotadas. A soberania das Malvinas é reivindicada historicamente pelo país, e o arquipélago está sob administração britânica desde a guerra de 1982.
Pandemia e política externa
O presidente também criticou a atuação internacional durante a pandemia de Covid-19, acusando a OMS de promover um "experimento global de controle social disfarçado de ciência" ao recomendar quarentenas. Além disso, voltou a defender Israel na guerra em Gaza e reiterou o alinhamento de seu governo com os Estados Unidos e Israel.
"Fizemos também uma escolha geopolítica. Nos alinhamos sem ambiguidades ao Ocidente. Nos alinhamos com os Estados Unidos e com Israel, países com os quais compartilhamos uma profunda afinidade de valores e uma complementaridade estratégica", declarou Milei. O Reino Unido, presente na Assembleia, não respondeu às declarações sobre o arquipélago.






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