O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) finalizou sua participação no horário eleitoral do primeiro turno nesta quinta-feira (1º), transmitindo uma mensagem que ressaltou a importância de avanços sociais contínuos, o combate às apostas (bets) e a defesa da liberdade religiosa. A propaganda também incluiu críticas direcionadas ao senador Flávio Bolsonaro (PL), marcando o fim do período de exibição gratuita para candidatos antes da votação de domingo (4).

A campanha de Lula associou o candidato da extrema direita ao setor de apostas e relembrou declarações de Flávio Bolsonaro sobre a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O programa também expressou solidariedade a fiéis de Nossa Senhora Aparecida e a brasileiros de diversas crenças. Lula convocou os eleitores a vincular sua escolha nas urnas às mudanças desejadas para suas vidas e famílias.

Mensagem de Lula e críticas ao adversário

“Quando for votar, vote em você. Vote nas mudanças que você quer para você e sua família. Mudança é para melhorar a sua vida. Essa é a minha última eleição, e o meu último governo será o mais importante de todos”, afirmou o presidente. A campanha petista também apresentou a proposta de um Brasil sem jogos de azar, associando Flávio Bolsonaro à defesa de empresas de apostas e cassinos. No segmento sobre segurança pública, uma eleitora expressou que o senador “não tem moral para combater nada, muito menos para ser presidente do país”.

Outro aspecto abordado pela propaganda foi a relação com as religiões. O programa abriu com uma nota de solidariedade a bispos católicos, devotos de Nossa Senhora Aparecida e brasileiros de diferentes crenças. “É inaceitável que um candidato desrespeite religiosos por interesses eleitoreiros. Quando um político ataca uma religião, todas as religiões são atacadas também”, declarou o texto exibido.

Concepção de mudança e encerramento da propaganda

O presidente contrapôs sua visão de mudança às propostas atribuídas ao adversário pela campanha. “Mudar não é voltar para trás. Mudança não é tirar o que você já conquistou. Não é armar o país nem entregar as nossas riquezas. Desrespeitar a mulher não é mudança, é passado. Mudar é continuar avançando”, destacou. O encerramento da propaganda ocorreu após 35 dias de exibição gratuita, iniciada em 28 de agosto. Os presidenciáveis tiveram 980 inserções de 30 segundos no rádio e na televisão durante o primeiro turno, com Lula utilizando 434 e Flávio Bolsonaro, 339.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, optou por uma abordagem distinta em sua última participação, dedicando o programa a agradecimentos aos apoiadores e exibindo imagens de eventos de campanha. “Não é hora de falar de campanha, de política. É hora de falar de gratidão”, disse o senador, enfatizando o carinho recebido e sua “verdadeira missão”. O candidato do PL também exibiu visitas a mercados, culpando o governo pela situação econômica sentida pelos consumidores. Sem mencionar Lula nominalmente, Flávio fez críticas indiretas aos adversários, afirmando que “a escolha é clara: ou o Brasil vence, ou eles derrotam o Brasil”. Em sua fala final, o senador declarou que “nosso futuro não é o passado” e solicitou o voto de confiança, prometendo cuidar do Brasil e de seu povo.