247 – O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), ainda não decidiu sobre a homologação da delação premiada de João Carlos Mansur, ex-dono da gestora Reag, no caso Master. Segundo a coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, a crise interna da Corte tem contribuído para retardar a decisão sobre o acordo.

A proposta de colaboração foi assinada pelo empresário com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e encaminhada ao gabinete do ministro no final de agosto. Até a publicação da reportagem, neste domingo (20), Mendonça não havia decidido se homologaria o documento.

De acordo com auxiliares ouvidos pela coluna, o ministro teria concentrado sua atenção, nas últimas duas semanas, nos conflitos dentro do Supremo. A reportagem descreve uma disputa nos bastidores entre Mendonça e o grupo do ministro Alexandre de Moraes como parte desse cenário.

Tramitação contrasta com a delação de Mineiro

Mansur já passou pela audiência de voluntariedade, realizada em 3 de setembro por um juiz auxiliar do gabinete de Mendonça. O procedimento busca verificar se o empresário decidiu colaborar espontaneamente. Mesmo após essa etapa, a proposta permanece sem homologação.

O intervalo entre a audiência e a decisão foi menor no caso de Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro. Mendonça homologou a colaboração do empresário em 9 de setembro, apenas um dia depois da audiência de espontaneidade, também conduzida por um juiz auxiliar de seu gabinete.

Interlocutores do ministro atribuem a diferença de ritmo à complexidade dos acordos. Na avaliação dessas fontes, a delação de Mineiro seria mais simples, enquanto a de Mansur contém um número maior de anexos e, por isso, exigiria um exame mais detalhado antes da decisão.