Uma pesquisa realizada pelo Instituto Vox Brasil e divulgada nesta sexta-feira (9) indica um empate técnico na disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um eventual segundo turno. O atual presidente aparece com 44,2% das intenções de voto, enquanto o senador registra 42,7%. A margem de erro do levantamento é de 2,15 pontos percentuais para mais ou para menos, o que coloca os dois candidatos em situação de paridade numérica.
O estudo, que ouviu 2.100 eleitores entre os dias 5 e 7 de outubro de 2026, mostra uma vantagem de 1,5 ponto percentual para Lula. Na simulação estimulada de segundo turno, 3,4% dos entrevistados indicaram a intenção de votar em branco ou nulo, ou de não escolher nenhum candidato. Outros 9,7% não souberam ou preferiram não emitir opinião.
Votos Definidos e Rejeição dos Candidatos
A pesquisa também avaliou a convicção dos eleitores. Conforme os dados, 76,2% dos entrevistados afirmaram ter seu voto totalmente definido para o segundo turno, enquanto 13,4% consideram a possibilidade de mudar de candidato. Em relação à influência de apoios políticos, apenas 17,2% dos eleitores disseram que seguiriam a indicação de voto de um candidato derrotado no primeiro turno. A maioria, 63,4%, afirmou que manteria uma decisão independente.
Em termos de rejeição, Lula e Flávio Bolsonaro apresentam índices similares. O presidente registra 45,2% de rejeição, e o senador, 44,2%, uma diferença de um ponto percentual. Adicionalmente, 7% dos participantes declararam rejeitar ambos os candidatos, evidenciando que os principais nomes da disputa enfrentam resistência em parcelas parecidas do eleitorado.
Avaliação do Governo e Posicionamento Político
O levantamento da Vox Brasil também mediu a percepção sobre a gestão federal. O governo Lula tem a aprovação de 43,2% dos entrevistados, enquanto 51,6% desaprovam a administração. A diferença entre desaprovação e aprovação é de 8,4 pontos percentuais. Os 5,2% restantes não souberam ou não quiseram avaliar o governo.
A pesquisa ainda abordou o posicionamento político dos eleitores. Cerca de 39,8% dos entrevistados se identificam com a direita, enquanto 33,4% afirmam ter identificação com a esquerda. Outros 25% disseram não se identificar com nenhum dos dois campos políticos. A amostra da pesquisa inclui 83,9% de pessoas com renda de até dois salários mínimos, com 56,2% se declarando católicos e 31,4% evangélicos. A distribuição regional mostra o Sudeste com 41,7% dos entrevistados e o Nordeste com 26,9%.






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