O presidente Luiz Inácio Lula da Silva define nesta quarta-feira (23) qual será a proposta do governo para restringir ou proibir as bets no país. A reunião ocorre no Palácio da Alvorada, em Brasília, com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, após Lula retornar da Assembleia-Geral da ONU, em Nova York.
Alternativas em análise
O governo trabalha com duas opções principais. A primeira é a proibição total das apostas, incluindo cassinos online, como o jogo do tigrinho, e apostas em eventos esportivos. A segunda é uma restrição parcial, com veto apenas aos cassinos online e medidas para barrar ou limitar a publicidade das apostas.
A equipe econômica já apresentou os caminhos possíveis, mas a palavra final caberá ao presidente. A pressão por uma resposta do Planalto aumentou diante do avanço das apostas online e do impacto social atribuído ao setor.
Pesquisa e impacto político
Lula tem defendido publicamente medidas duras contra o setor. No início do mês, ele afirmou que, pessoalmente, acabaria com as bets, mas reconheceu a necessidade de compartilhar decisões para não comprometer a estabilidade política, econômica e social do país.
Pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (23) mostra que 75% dos brasileiros defendem a proibição das bets. Além disso, 60% dos entrevistados consideram que a atividade traz apenas prejuízos à sociedade.
O mesmo levantamento aponta que 36% dos brasileiros atribuem ao governo Lula a principal responsabilidade pela disseminação das bets. Outros 25,4% responsabilizam o governo de Jair Bolsonaro, enquanto 16,5% apontam o Congresso Nacional.
A decisão de Lula terá peso regulatório e político. O Planalto tenta responder à demanda majoritária da população e reduzir o desgaste pela percepção de que o governo atual permitiu a expansão do setor. Internamente, há divisão entre o banimento completo e uma ação focada nos cassinos online e na publicidade.






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