Nesta quinta-feira (24), durante um evento de campanha em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca a reeleição, fez um apelo para que eleitores com mais de 70 anos participem do primeiro turno das eleições. O petista enfatizou a importância do comparecimento desse público, apesar de o voto ser facultativo para essa faixa etária.

Em seu discurso, Lula questionou a ausência dos idosos nas urnas. “Se eu, que tenho 80, estou aqui pulando e sou candidato, por que um cara de 70 anos não vai votar? Desistiu da vida, porra?”, perguntou. Ele argumentou que a idade não é motivo para deixar de votar, citando a existência de família e a importância de manter-se ativo na vida. O presidente aconselhou que as pessoas com mais de 70 anos "levantem a bunda e vão votar", ressaltando que o país necessita da participação de todos.

Mobilização e o primeiro turno

Lula também pediu aos seus apoiadores que intensifiquem a mobilização nos últimos dias de campanha, com o objetivo de decidir a disputa presidencial ainda no primeiro turno. “Estamos a poucos dias das eleições. Precisamos acabar com essa eleição no primeiro turno. Temos dez dias, não dá para ficar em casa”, afirmou, sublinhando a urgência da reta final da campanha.

No Brasil, a legislação eleitoral torna o voto facultativo para pessoas com mais de 70 anos, assim como para analfabetos e jovens de 16 e 17 anos. Eleitores alfabetizados entre 18 e 70 anos são obrigados a votar. De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), quase 17 milhões de eleitores com mais de 70 anos estão aptos a votar nas eleições de 2026, representando mais de 10% do eleitorado brasileiro.

Motivação pessoal

O presidente aproveitou a ocasião para relacionar a participação política com a necessidade de ter objetivos e atividades ao longo da vida. Ele mencionou a prática de exercícios físicos e citou a primeira-dama, Rosângela da Silva (Janja), sua neta, o Brasil e a população como suas fontes de motivação. “A gente fica velho se não tiver motivação, se não tiver uma causa, algo que motive a gente a lutar”, concluiu, reforçando a ideia de que a vida e a política exigem engajamento contínuo.