O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, projetou uma vitória eleitoral em primeiro turno e dirigiu críticas severas à oposição, especialmente à família do ex-presidente Jair Bolsonaro. As declarações foram feitas durante um comício no Recife (PE), nesta sexta-feira (25), marcando o encerramento de um ato na capital pernambucana, onde o chefe do Executivo também detalhou sua extensa agenda de compromissos pelo Brasil nos próximos dias.

Maratona de agendas e projetos institucionais

Ao delinear sua rotina de trabalho, Lula mencionou compromissos imediatos em São Paulo e Brasília, além de visitas programadas a estados como Pará, Bahia, Ceará e Minas Gerais. O presidente afirmou: “Eu estou ferrado. Eu vou sair daqui agora. Vou para São Paulo. Quando chegar, eu tenho um ato oficial para assinar algumas coisas, dentre elas para acabar com as bets. Depois vou ter um debate com 300 empresários. No sábado de manhã vou visitar uma universidade na Zona Leste de São Paulo e um instituto federal também na Zona Leste. Depois vou para Brasília. No domingo de manhã eu tenho que fazer um canal livre, vai ser feito lá em casa. De tarde tenho que gravar programa de televisão. Na segunda-feira tenho que embarcar para o estado do Pará. Depois vou para a Bahia. Depois vou para o Ceará. Depois eu vou para Minas Gerais. E depois eu vou ganhar as eleições no primeiro turno!”, sob aplausos da plateia.

Críticas à oposição e defesa da soberania nacional

Lula direcionou suas críticas ao clã Bolsonaro, conectando a oposição a alegações de corrupção e desvio de recursos públicos, e mencionou esquemas investigados na Previdência Social e no sistema financeiro. Ele também condenou a postura de opositores que considerou subserviente a interesses externos. “Votar na família Bolsonaro é votar no Vorcaro. Votar nos Bolsonaro é votar na quadrilha que assaltou a Previdência Social. Votar neles é votar num cara que vai dormir enrolado na bandeira americana, porque eles são traidores! Eu nunca vi alguém ficar beijando bandeira americana no comício”, criticou o presidente. Lula reforçou que o destino do país depende da mobilização popular, afirmando que enquanto tiver capacidade física e mental, não permitirá que “esses bandidos voltem a governar este país”.

O chefe do Executivo enfatizou a transformação histórica da Região Nordeste e a necessidade de formar profissionais qualificados em áreas como tecnologia e inteligência artificial. “O Nordeste não vai voltar a ser tratado como uma região de baixa categoria. O Nordeste aprendeu a gostar das coisas boas. O Nordeste quer emprego de qualidade, quer mais investimento em ciência e tecnologia, em educação, quer escola de tempo integral, quer mais Pé-de-Meia”, declarou, defendendo que o Brasil deve desenvolver sua própria inteligência artificial em português.

Lula invocou o histórico de lutas libertárias de Pernambuco para fortalecer o sentimento de soberania nacional, citando eventos como a tentativa de independência em 1817 e a Confederação do Equador em 1824. Ele afirmou que o estado “não vai permitir bandeira americana abanando como sendo do Nordeste. Aqui é a bandeira brasileira. E a bandeira mais bonita do Brasil, que é a bandeira de Pernambuco”.

Ao concluir seu discurso, o presidente convocou a população a escolher pela preservação do sistema democrático e pelo avanço das políticas sociais. Ele comparou a escolha entre “democracia ou barbárie” e fez referência à gestão da pandemia de Covid-19, criticando a atitude do governo anterior. “A gente pode decidir o futuro deste país. Se a gente quer democracia ou quer a barbárie. Se a gente quer alguém que nunca mais permita acontecer o genocídio que houve na Covid-19, em que poderiam ter sido salvas mais da metade das pessoas, mas que o governo ignorante zombou das pessoas que estavam morrendo asfixiadas, não comprou vacina no tempo certo. Isso nunca mais vai acontecer”, finalizou.