Neste sábado (3), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerrou sua campanha eleitoral na Rua Augusta, no centro de São Paulo (SP). Em um discurso que abordou os projetos em disputa nas urnas e os rumos do Brasil, ele convocou os eleitores a participarem da votação deste domingo (4) e destacou as prioridades para um possível novo mandato. Entre os temas abordados, ressaltou a educação, a valorização do trabalho, a proteção das famílias e a soberania nacional, comparando suas propostas com as dos adversários e relembrando as políticas sociais de governos anteriores.
Ao lado do vice-presidente e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin, e de outras lideranças políticas como Fernando Haddad (PT), candidato ao governo paulista, e sua vice, Márcio França (PSB), Lula caminhou pela região. Também estiveram presentes as candidatas ao Senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet. Durante a "Caminhada Brasil Pronto pra Mais", o presidente enfatizou propostas para expandir o acesso à educação, aprimorar a renda dos trabalhadores e combater o endividamento familiar. Com 80 anos, Lula reiterou seu compromisso com a luta pelos brasileiros, afirmando: “A minha causa é o povo brasileiro. A minha causa é a educação. A minha causa é a soberania desse país.”
Propostas e proteção às famílias
Ao delinear suas prioridades para um novo mandato, Lula manifestou o desejo de promover uma transformação educacional e tecnológica, por meio de maiores investimentos em universidades, institutos federais, ciência e inovação. Ele citou iniciativas como a expansão da rede federal de ensino em São Paulo, o ProUni, o Fies e o Pé-de-Meia como exemplos de políticas destinadas a ampliar as oportunidades. O presidente também enfatizou que os investimentos federais devem beneficiar a população, independentemente da filiação partidária dos governadores, e defendeu a continuidade das políticas de educação, a expansão da mobilidade urbana e o desenvolvimento de tecnologias nacionais.
A preocupação com as famílias foi um ponto recorrente em seu discurso. Lula mencionou a proposta de acabar com a escala de trabalho 6x1, cuja discussão está agendada para a próxima semana no Senado, e reafirmou a defesa da proibição das apostas online. Sobre as apostas, argumentou que o endividamento decorrente dos jogos compromete despesas familiares essenciais e pode gerar sérios problemas de saúde mental. Ele destacou que mais de R$ 140 bilhões foram movimentados pelas apostas em 2025, um valor que, em sua visão, poderia ter sido destinado ao consumo e à economia. Além disso, rejeitou o argumento de que o financiamento do esporte depende das casas de apostas e criticou as altas taxas de juros cobradas pelos bancos em relação aos cartões de crédito. O presidente ainda lembrou a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, uma medida implementada em seu governo atual.
Democracia e mobilização eleitoral
Na reta final de sua fala, Lula fez um contraste entre seu projeto político e o de seus adversários. Ele criticou o governo anterior pela extinção e reorganização de ministérios ligados ao trabalho, à indústria, à igualdade racial, aos direitos humanos e às mulheres. Ao defender a atuação de seu governo no combate ao crime organizado, Lula expressou a intenção de fortalecer as instituições e a fiscalização. Ele reiterou a importância dos direitos humanos, da cultura, da soberania e da democracia.
Lula dedicou parte do encerramento da campanha aos eleitores com mais de 70 anos, para os quais o voto é facultativo. Com 80 anos, ele falou sobre envelhecimento, sua disposição para a vida pública e o compromisso com o país. O presidente afirmou que a passagem dos anos não diminuiu sua vontade de continuar na vida pública e reiterou que o povo brasileiro é a principal motivação de sua trajetória. “Eu vou lutar com as minhas forças. Quando eu não tiver mais forças, eu lutarei pela força de vocês”, declarou. Antes de encerrar a caminhada, ele pediu aos apoiadores que continuassem conversando com amigos, familiares e conhecidos até o dia da votação. Com essa mensagem de força coletiva, Lula se despediu dos eleitores em sua última caminhada de campanha, convocando todos à participação democrática neste domingo (4), das 8h às 17h, horário de Brasília, para decidir quem ocupará os cargos políticos no país pelos próximos anos.






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