O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, criticou Flávio Bolsonaro (PL) nesta quinta-feira (24), durante um comício em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, e afirmou que o Palácio do Planalto não pode ser ocupado por alguém ligado a milicianos.

Ao falar sobre a disputa presidencial, Lula disse: “Da mesma forma que o Brasil não cabe no quintal de ninguém, no Palácio do Planalto não cabe representação de miliciano. É importante ter claro o que está em jogo no dia 4 de outubro”.

A declaração aconteceu em meio à estratégia da campanha petista de relacionar Flávio Bolsonaro ao debate sobre milícias e crime organizado no Rio de Janeiro. Mais cedo, Lula também publicou nas redes sociais uma peça eleitoral com a frase: “Dá pra confiar em quem está do lado do crime organizado?”.

Emendas e investigação

A ofensiva da campanha veio após reportagens apontarem que uma assessora de Flávio Bolsonaro negociou, em 2023, a liberação de emendas parlamentares com Robson Calixto, o Peixe, que depois foi condenado por envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco.

Segundo as apurações, as conversas envolveram recursos destinados a uma entidade situada em área de influência de grupos de milícia no Rio. Flávio diz que os repasses foram legais e seguiram critérios técnicos.

Emenda de R$ 200 mil

De acordo com a revista Piauí, Flávio destinou uma emenda parlamentar de cerca de R$ 200 mil, em 2023, para um projeto de futebol infantil mantido por uma ONG na Taquara, Zona Oeste do Rio.