O presidente Lula criticou neste domingo, durante o segundo turno das eleições presidenciais, a redução da frota de ônibus em circulação em diferentes cidades brasileiras. Qualificou a situação como "abominável" e pediu que os eleitores prejudicados pelos atrasos e pela retirada de veículos consigam chegar às urnas.

O presidente comparou os problemas desta votação com eleições anteriores, quando a Polícia Rodoviária Federal impediu o deslocamento de eleitores. Lula afirmou que nunca havia reclamado sobre processos eleitorais, mas assegurou que desta vez "está acontecendo uma coisa abominável".

Impacto em várias cidades

Conforme Lula relatou, aproximadamente 40% dos ônibus foram retirados de circulação em São Paulo. O presidente também mencionou redução de frota em Salvador, Petrópolis, Teresina, Feira de Santana, Recife, Sergipe, Maceió, João Pessoa e no Pará, entre outras localidades.

Alertas aos ministros e apelo aos eleitores

O presidente alertou os ministros Kássio Nunes e André Mendonça que precisam garantir que eleitores prejudicados pela falta de ônibus possam votar. Lula enfatizou a importância de o eleitorado não desistir de comparecer às urnas, apesar das dificuldades de deslocamento. "Ninguém pode desistir de votar porque algum empresário sacana ou algum prefeito mau caráter tentou evitar que o povo votasse", afirmou o presidente.