O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou um aumento nas intenções de voto entre eleitores católicos e evangélicos, conforme apontam os dados mais recentes da pesquisa Quaest. Paralelamente, Flávio Bolsonaro (PL) viu sua base de apoio diminuir no segmento evangélico. Essas movimentações foram observadas tanto nos cenários de primeiro quanto de segundo turno.

A pesquisa foi conduzida entre os dias 24 e 27 de setembro. Durante este período, o debate político foi intensificado por uma controvérsia envolvendo Nossa Senhora Aparecida. Em 24 de setembro, rumores circularam nas redes sociais de que Flávio Bolsonaro estaria buscando a retirada do título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. A especulação se baseava em um projeto de 2007, de autoria do então deputado federal Victorio Galli, que propunha a alteração para “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”. O senador negou as acusações, atribuindo a disseminação do boato ao PT e a membros da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Cenário de primeiro e segundo turno

No cenário de primeiro turno, a Quaest revelou que Lula avançou de 43% para 48% entre os católicos, representando um crescimento de cinco pontos percentuais. Flávio Bolsonaro também teve uma leve alta neste grupo, passando de 27% para 29%. Já entre os evangélicos, a dinâmica foi diferente: Lula subiu de 23% para 27%, enquanto Flávio recuou de 49% para 46%. Essa mudança fez com que a diferença entre eles diminuísse de 26 para 19 pontos percentuais neste segmento. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais para os católicos e quatro pontos para os evangélicos.

Em uma simulação de segundo turno envolvendo Lula e Flávio Bolsonaro, os números do presidente também melhoraram nos dois grupos religiosos. Entre os católicos, Lula alcançou 50%, partindo de 46%, enquanto Flávio manteve 37%. Com isso, a vantagem de Lula ampliou de nove para 13 pontos percentuais. No eleitorado evangélico, Flávio Bolsonaro ainda lidera numericamente, mas sua porcentagem caiu de 58% para 54%. Lula, por sua vez, aumentou de 28% para 30%. A diferença entre os dois, portanto, diminuiu de 30 para 24 pontos.

Os resultados indicam um crescimento numérico de Lula tanto entre católicos quanto entre evangélicos nos cenários avaliados. Flávio Bolsonaro, por outro lado, cresceu entre católicos no primeiro turno, manteve-se estável neste grupo no segundo turno, mas recuou entre os evangélicos em ambas as simulações. A pesquisa Quaest entrevistou 2.004 eleitores em todo o Brasil, com um nível de confiança de 95% e registro na Justiça Eleitoral sob o protocolo BR-06520/2026.