Londrina tem mais um nome entre os imortais. O maestro, escritor e jornalista Aldo Moraes, nascido em Londrina e hoje radicado em Sergipe, foi agraciado pela Academia de Letras de São Pedro da Aldeia, no Rio de Janeiro, com o Grão Título Imortal, a mais alta distinção da instituição.

O anúncio foi publicado no dia 24 de outubro pelo Instituto Cultural Arte Brasil. A academia descreve a outorga como "um dos momentos mais solenes e aguardados de sua história" e uma consagração "que transcende o tempo e as fronteiras".

Um entre 30

O que torna o título raro é o tamanho da lista. A honraria será concedida a apenas 30 artistas no Brasil e no exterior, e a academia avisa que não haverá segunda edição nem nova tiragem. Nas palavras da instituição, a láurea foi criada para atestar "a absoluta superioridade artística, intelectual e cultural de quem a recebe" e reúne "um círculo restrito de notáveis que a história passará a reverenciar".

Estar nesse grupo diz muito sobre a trajetória de Aldo. Poucos artistas conseguem transitar com a mesma desenvoltura pela regência, pela literatura e pelo jornalismo. Ele faz as três coisas, e é esse conjunto, a música, a palavra escrita e o compromisso de informar, que a academia decidiu eternizar.

Moeda dourada e azul da Academia de Letras de São Pedro da Aldeia com o brasão da cidade, ramos de louro e a sigla ALSPA
A Insígnia de Grande Honra, com o brasão da academia. Foto: Instituto Cultural Arte Brasil/Divulgação

Medalha com o rosto de Gabriel Joaquim

Junto com o título, Aldo recebe a Insígnia de Grande Honra, uma moeda exclusiva cunhada em metal nobre e de dupla face. De um lado, o brasão da academia. Do outro, a efígie do patrono da casa, Gabriel Joaquim dos Santos, o trabalhador das salinas de São Pedro da Aldeia que, com cacos, conchas e restos de louça, ergueu a Casa da Flor, uma das obras mais singulares da arte popular brasileira.

A escolha do patrono dá o tom da homenagem: uma academia que tem como símbolo um artista do povo, que fez beleza com o que tinha nas mãos, reconhece agora um londrinense que também fez da cultura o seu ofício.

A medalha vem acompanhada de um certificado oficial numerado, redigido para registrar a obra do homenageado e assinado por dez autoridades internacionais.

Verso da moeda da ALSPA com o rosto em relevo de Gabriel Joaquim, de chapéu de palha, e a inscrição Comendador, Título Honorífico Imortal
O verso da medalha, com o patrono Gabriel Joaquim e a inscrição "Comendador, Título Honorífico Imortal". Foto: Instituto Cultural Arte Brasil/Divulgação

Orgulho pé-vermelho

Aldo saiu de Londrina, mas levou a cidade com ele, e é como londrinense que o seu nome aparece no anúncio da academia. O reconhecimento chega de outro estado, por uma instituição de outra região do país, o que mostra o alcance que o trabalho dele ganhou.

O Você Viu Isso? parabeniza Aldo Moraes pela consagração. É a prova de que a arte que nasce no Norte do Paraná chega longe, e de que Londrina tem muito o que celebrar nos filhos que espalha pelo Brasil.