O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) fez uma denúncia contundente, acusando a revista Veja e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro de uma “armação” para beneficiar a campanha do senador Flávio Bolsonaro. Segundo Farias, a publicação de uma reportagem pela Veja, baseada em um suposto depoimento de Vorcaro, teria o objetivo de interferir no cenário eleitoral e minimizar o desgaste da candidatura bolsonarista.
O caso teve início com uma reportagem de capa da revista, que noticiou um suposto depoimento de Vorcaro, no âmbito de tratativas para uma delação premiada. Nesse depoimento, o empresário teria mencionado repasses financeiros para uma produção audiovisual sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Contudo, Lindbergh Farias afirmou que esse depoimento nunca foi formalizado. De acordo com o deputado, a fala teria sido gravada por um dos advogados de Vorcaro e vazada à revista, com a intenção de favorecer a eleição de Flávio Bolsonaro e, assim, garantir a liberdade do ex-banqueiro.
Falta de registro oficial e manobra política
Lindbergh Farias destacou que, segundo informações obtidas junto às autoridades, não há qualquer registro formal do depoimento de Vorcaro na Procuradoria-Geral da República (PGR) ou na Polícia Federal. O parlamentar ressaltou que “não existe esse depoimento do Vorcaro nem na PGR, nem na PF”, sugerindo que a reportagem se baseou em uma gravação informal feita por advogados e apresentada como uma colaboração oficial.
Para o deputado, essa operação midiática serviria a interesses mútuos. Por um lado, o empresário buscaria sua soltura; por outro, haveria uma tentativa de criar uma "cortina de fumaça" diante de informações "comprometedoras" envolvendo a campanha de Flávio Bolsonaro. Farias mencionou que Flávio Bolsonaro teria solicitado e recebido mais de R$ 60 milhões para o filme "Dark Horse", e que existiam áudios e mensagens nos celulares pedindo dinheiro ao ex-banqueiro.
Denúncia de “crime contra a democracia”
Lindbergh Farias exigiu a divulgação integral dos áudios e a responsabilização dos envolvidos na construção dessa narrativa. Ele alertou que tal prática ultrapassa os limites da liberdade de imprensa e representa um atentado ao processo democrático. O deputado afirmou que quem estiver envolvido nessa operação comete um crime, tanto por fabricar e mentir sobre um depoimento à Polícia Federal quanto por atentar contra a democracia, e que as manobras não impedirão a reação no cenário político.






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