O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, afirmou nesta quarta-feira (23), no Conselho de Segurança da ONU, que Moscou vai manter as operações militares na Ucrânia mesmo se houver negociações de paz.

Segundo o chanceler, uma trégua temporária serviria para que países europeus reforçassem o armamento de Kiev. “Não vamos interromper nossa operação militar especial”, disse Lavrov.

Ele também declarou: “A Europa, seja lá o que for que pense, só quer uma pausa e pretende usá-la para bombardear o regime de Kiev com armas.”

A manifestação ocorreu depois de a Ucrânia e 51 países aliados pedirem um “cessar-fogo imediato e incondicional” para abrir caminho às negociações. Moscou diz estar disposta a discutir um acordo de paz duradouro, mas rejeita suspender os combates enquanto as conversas avançam.

Acusações contra a Ucrânia

Lavrov também acusou a Ucrânia de atacar alvos civis em território russo. A fala aconteceu dias após uma ofensiva ucraniana com drones contra a região de Moscou, que, segundo autoridades russas, deixou duas pessoas mortas.

O governo russo sustenta que não interromperá a ofensiva enquanto não houver entendimento sobre os termos de um eventual acordo.