O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), informou no domingo (25/10) estar aguardando relatórios do TRE-BA acerca do transporte público em Salvador. A administração eleitoral analisa possíveis impactos que a redução de ônibus tenha provocado aos eleitores.

Na capital baiana, a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob), ligada à prefeitura, impediu que 75 ônibus saíssem das garagens durante o período de votação. Cidadãos registraram denúncias sobre atrasos na chegada dos coletivos aos pontos de parada.

Investigação em andamento

O ministro explicou que a avaliação da gravidade da situação está em curso. Conforme dados coletados pelo TRE-BA em visita ao local, a Justiça Eleitoral investiga o nível de déficit de ônibus. Os relatórios são repassados periodicamente do tribunal regional à instância superior, que já recebeu demandas sobre o assunto.

De acordo com Kassio, a fiscalização sobre o transporte de eleitores é responsabilidade dos tribunais regionais. O ministro afirmou que a Corte tomou a melhor decisão para garantir o deslocamento de indígenas e quilombolas. A Justiça Eleitoral criou um plano de ação específico para esses grupos e para pessoas com deficiência, facilitando o acesso desses segmentos ao transporte nas comunidades indígenas.

Apoio do Parlamento

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), participaram da coletiva de imprensa ao lado de Kassio na sede do TSE, em Brasília. Alcolumbre ressaltou que o Parlamento está junto à Corte para assegurar o respeito e a transparência do pleito, pedindo que todos reconheçam o resultado das urnas.