Ministros do Supremo Tribunal Federal avaliam que o julgamento envolvendo Alexandre de Moraes pode ser retomado apenas em fevereiro de 2027, em Brasília, após a paralisação do caso e a crise interna que atingiu a Corte.
O prazo da vista pedida por Flávio Dino termina em dezembro, mas integrantes do tribunal consideram pouco provável que o processo seja levado ao plenário antes do recesso do Judiciário, que começa em 20 de dezembro e vai até 6 de janeiro de 2027.
Retomada depende de Edson Fachin
Depois desse período, os ministros ainda entram em férias coletivas, que seguem até o fim de janeiro. Na prática, mesmo com a devolução do processo dentro do prazo, a retomada depende de Edson Fachin incluir o tema na pauta do Supremo.
A sessão foi interrompida antes de qualquer análise do mérito. A discussão inicial tratava de um ponto processual: se o caso de Moraes deveria ser examinado junto com a representação apresentada contra André Mendonça.
Embates e indefinição no plenário
Na reunião em que o julgamento foi suspenso, houve embates entre ministros, ataques e bate-boca. O plenário não chegou a decidir se validaria o relatório da Polícia Federal que menciona Alexandre de Moraes nem se haveria possibilidade de abertura de investigação contra ele.
A indefinição mantém em aberto uma das questões mais sensíveis no STF, que é o rito para analisar casos que envolvem integrantes da própria Corte em meio à crise institucional. Fachin já se reuniu com ministros para discutir o procedimento, mas ainda não há data definida para a retomada.
Se o cenário se confirmar, o caso ficará para depois do calendário eleitoral de 2026 e ampliará o período de incerteza sobre sua condução no Supremo.






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