A Agência Nacional de Notícias do Líbano informou sobre ataques israelenses ocorridos na manhã em diversas localidades do sul do país. Foram relatados incidentes em al-Mansouri, Haddatha, Kfar Tebnit, Zawtar al-Sharqiyah e Baraachit, onde disparos de artilharia atingiram uma residência. Drones israelenses também foram observados sobrevoando a região de Marjayoun, conforme o relato da agência libanesa.
Em paralelo, o Exército de Israel anunciou a retirada de integrantes da Brigada Golani do sul do Líbano. Segundo o comunicado, as tropas serão submetidas a um período de recuperação e preparação após meses de operações na área. O Exército detalhou que a brigada atuou sob o comando da 36ª Divisão na região que Israel designa como zona de segurança, operando nos arredores da elevação de Beaufort e concluindo recentemente uma ação na área do rio Litani.
Balanço de operações e ataques em Gaza
O Exército israelense afirmou ter destruído mais de 900 locais utilizados pelo Hezbollah durante suas operações. Além disso, as forças teriam localizado depósitos contendo granadas lançadas por foguetes, cargas explosivas, drones equipados com explosivos e fuzis do tipo Kalashnikov. Essas informações sobre a quantidade de alvos e os itens encontrados foram divulgadas pelos militares de Israel.
Na Faixa de Gaza, a agência de notícias palestina Wafa noticiou que um ataque aéreo israelense atingiu um apartamento residencial próximo ao Hospital al-Shifa, na Cidade de Gaza, resultando na morte de uma mulher. A agência também relatou intensos disparos de tanques israelenses em direção às áreas ao sul de Khan Younis, na parte sul do território palestino.
Críticas à atuação do Conselho de Paz
Ibrahim al-Madhoun, diretor da Fundação de Mídia Palestina, expressou em entrevista à Al Jazeera sua insatisfação com a atuação do Conselho de Paz em relação ao acordo para Gaza. Ele descreveu o papel do conselho como “extremamente negativo”, afirmando que o órgão se comporta como um “espectador” em vez de uma parte ativa na implementação do acordo.
Segundo al-Madhoun, as facções palestinas aceitaram o plano mediante promessas que incluíam a interrupção dos ataques, a retirada israelense, a entrada de forças de manutenção da paz, a separação das partes e a formação de um comitê administrativo. No entanto, ele enfatizou que “Israel não implementou nada do que foi mencionado”.
O diretor também criticou a forma como o conselho distribui responsabilidades, ao fazer “comentários gerais e responsabilizar todas as partes pelo fracasso, embora uma parte claramente rejeite o acordo e se recuse a implementá-lo, enquanto a outra o implementa à risca”. Para al-Madhoun, a falta de implementação tem gerado dúvidas sobre a eficácia do órgão entre palestinos, países da região e mediadores.






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