O governo do Irã manifestou críticas aos países europeus, acusando-os de omissão frente aos ataques realizados pelos Estados Unidos e por Israel em seu território. As declarações foram feitas pelo ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, durante reuniões ocorridas em Nova York, paralelamente à Assembleia Geral das Nações Unidas.

Conforme um comunicado oficial da chancelaria iraniana, Araghchi se encontrou com representantes da França, Países Baixos e Áustria, além de homólogos do Iraque e Azerbaijão. Nessas ocasiões, o ministro cobrou uma resposta europeia e atribuiu aos Estados Unidos a responsabilidade pela insegurança no estratégico Estreito de Ormuz, fundamental para o transporte de energia global.

Críticas à postura europeia

Ao questionar a postura dos governos europeus, o chanceler iraniano afirmou que as nações europeias, que alegam defender o Estado de Direito e os direitos humanos, não podem permanecer caladas diante do que classificou como agressão militar contra o Irã, nem podem apoiar tais ações. Ele também pediu que esses países suspendam o apoio a Israel e atuem para que o país não fique impune pelas ações contestadas por Teerã.

Em conversa com o chanceler dos Países Baixos, Tom Berendsen, Araghchi criticou a aparente "duplicidade de critérios" da Europa em relação aos acontecimentos na região. Berendsen, por sua vez, ressaltou a importância da diplomacia, segundo informações da agência estatal iraniana IRNA.

Estreito de Ormuz em foco

O Estreito de Ormuz foi um dos principais temas das discussões. Segundo o comunicado citado pela agência Prensa Latina, Araghchi declarou que a instabilidade na passagem marítima é resultado direto das "ações agressivas dos Estados Unidos e de Israel".

Para o governo iraniano, a estabilidade na rota marítima depende diretamente do fim das ações de Washington, as quais Teerã aponta como a origem das tensões atuais. As divergências sobre a navegação no Estreito de Ormuz estão entre os pontos que dificultam as negociações bilaterais entre as partes.