O Índice de Confiança Empresarial (ICE), calculado pelo FGV IBRE, apresentou uma redução de 1,2 ponto em setembro, atingindo 89,3 pontos. Este resultado consolida o terceiro mês consecutivo de queda do indicador. A tendência de declínio também foi observada nas médias móveis trimestrais, que registraram uma diminuição de 1,2 ponto, caracterizando a segunda retração seguida nesse cálculo.
A diminuição da confiança foi percebida de forma abrangente em todos os segmentos econômicos monitorados pela fundação. Segundo Aloisio Campelo Jr., pesquisador do FGV IBRE, a principal causa do pessimismo foi a piora das expectativas, especialmente em relação à demanda nos próximos três meses e à situação dos negócios nos próximos seis meses.
Piora nas expectativas e situação atual
Apesar da retração geral, as projeções para o emprego continuam apontando para um aumento, embora com menor intensidade nas contratações. A cautela das empresas é explicada pela combinação de uma demanda mais fraca, o acúmulo de estoques na indústria e o alto nível de comprometimento da renda familiar. Os resultados sinalizam, entre os setores, a expectativa de continuidade da desaceleração da atividade econômica observada no trimestre atual.
Em setembro, o Índice da Situação Atual Empresarial (ISA-E) recuou 1,1 ponto, chegando a 90,8 pontos. Este é o menor patamar desde fevereiro de 2022, quando o indicador marcou 90,6 pontos. Dentro do ISA-E, a satisfação com a situação atual dos negócios diminuiu 2,3 pontos, caindo para 89,1 pontos. Contudo, o indicador de nível de demanda atual teve um pequeno aumento de 0,2 ponto, alcançando 92,6 pontos.
O Índice de Expectativas Empresariais (IE-E) também registrou queda de 1,2 ponto no mês, fechando em 87,9 pontos. Este indicador acumula perdas em cinco dos últimos sete meses, evidenciando um cenário de crescente pessimismo entre o setor produtivo. Ao analisar os componentes do IE-E, verifica-se que o otimismo em relação à demanda nos próximos três meses caiu 0,7 ponto, situando-se em 87,1 pontos. As expectativas para a evolução dos negócios nos próximos seis meses encolheram 1,7 ponto, passando a registrar 89,0 pontos.






Comentários
Seja o primeiro a comentar.