A menos de uma semana do primeiro turno das eleições, uma pesquisa realizada pela Quaest entre 21 e 26 de setembro revela que, em 13 dos 26 estados analisados, mais da metade dos eleitores ainda não declara espontaneamente um nome para o governo estadual. Mato Grosso lidera a lista de indecisos, com 65%, seguido por Minas Gerais (62%), Rio Grande do Sul e Espírito Santo (ambos com 61%), e Rio de Janeiro (60%). O levantamento não incluiu o Piauí.

Outros estados com altos índices de indecisão são Rondônia (59%), Goiás e Paraná (57% cada), São Paulo (56%), Mato Grosso do Sul (55%), Amazonas e Pará (54%), e Tocantins (51%). Apesar dos números ainda expressivos, a pesquisa aponta uma queda nos percentuais de indecisos na maioria dos estados em comparação com o levantamento de agosto. Em Mato Grosso, por exemplo, a taxa recuou de 78% para 65%, enquanto Minas Gerais viu o índice cair de 80% para 62%.

Desinteresse do eleitor e tendências

Felipe Nunes, diretor da Quaest, sugere que os atuais percentuais refletem um menor envolvimento do eleitorado com o processo eleitoral. Ele descreve a eleição como marcada por desinteresse e desengajamento, com os brasileiros possivelmente "traumatizados" pela polarização da eleição de 2022. A Quaest ressalta que o comportamento dos indecisos nos dias finais da campanha pode ser crucial, alterando o cenário das intenções de voto em disputas mais acirradas.

Além dos estados com mais de 50% de indecisos, há um grupo em que o percentual varia entre 36% e 50%. O Maranhão, por exemplo, registra 50% de indecisos, uma queda de 14 pontos percentuais em relação a agosto. Santa Catarina aparece com 49%, Distrito Federal e Acre com 47% cada, e Ceará com 45%. Os menores índices de indecisão foram observados em Roraima (22%) e Amapá (18%), onde a definição de voto já é maior entre os eleitores.

Nunes prevê uma nova redução nos índices de indecisão até o dia da votação, esperando que a reta final estimule mais conversas e discussões, elevando o nível de atenção dos eleitores. Esta última semana de campanha é considerada decisiva para a movimentação do eleitorado.