247 – O candidato do PT ao governo de São Paulo Fernando Haddad criticou nesta quarta-feira (2) o que classificou como “seletividade” na quebra de sigilos de operações da Polícia Federal relacionadas ao escândalo do Banco Master. Em coletiva de imprensa realizada em Santos, antes de um ato de campanha, o ex-ministro da Fazenda afirmou que o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) estaria sendo preservado.
“Se é pra expor, expõe tudo, sem seletividade”, declarou Haddad. O candidato ao governo paulista comparou a manutenção do sigilo sobre procedimentos relacionados ao senador com a divulgação de informações referentes a outros políticos e a um integrante do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Não consigo entender por que o processo do Flávio segue em sigilo. Nós vamos decidir o destino do Brasil dia 4 de outubro, e um dos envolvidos no escândalo do Banco Master é candidato a presidente. Ele está até o pescoço envolvido em todos os escândalos recentes e tem o seu sigilo mantido. Eu pergunto, por quê? Ele é melhor que os outros senadores ou que o ministro Supremo? Por que ele está sendo preservado? Até quando ele será protegido?”, questionou.
A declaração acompanha uma cobrança apresentada por parlamentares das federações Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, e PSOL-Rede. Os congressistas defendem tratamento isonômico na publicidade das investigações relacionadas ao Banco Master que mencionam Flávio Bolsonaro e o ministro do STF Alexandre de Moraes.
O grupo pediu ao presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, que submeta ao plenário da Corte a análise do levantamento do sigilo de três procedimentos relacionados ao financiamento de Dark Horse, filme biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Os casos investigam aportes atribuídos ao banqueiro Daniel Vorcaro para a produção cinematográfica. Segundo as informações apresentadas pelos parlamentares, Flávio Bolsonaro teria atuado como intermediário das contribuições.






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