O Ministério da Saúde destinará mais de R$ 800 milhões no Orçamento de 2027 para reajustar as bolsas concedidas a residentes da área da saúde. A medida visa fortalecer a formação de profissionais e, consequentemente, aprimorar o atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS), beneficiando médicos do programa Mais Médicos em formação na atenção primária, além de residentes de outras áreas como enfermagem, nutrição e fisioterapia.

Expansão e Financiamento

Essa iniciativa faz parte de uma política mais ampla de expansão do financiamento federal para as residências em saúde. Conforme informações da pasta, o Ministério da Saúde se tornou o principal financiador desse tipo de formação no país. O número de bolsas para residentes, tanto médicos quanto multiprofissionais, mais que dobrou nos últimos anos, saltando de 24,8 mil em 2022 para 51,1 mil atualmente.

O investimento da União nessa área também apresentou um crescimento significativo, passando de R$ 1,4 bilhão em 2023 para uma projeção de R$ 3,3 bilhões em 2026. A estratégia governamental é utilizar a formação de residentes como um pilar para garantir a presença de profissionais qualificados, especialmente em regiões e especialidades que historicamente enfrentam dificuldades para atrair e reter equipes de saúde.

Impacto no SUS e Atenção Primária

As residências em saúde representam uma etapa fundamental de formação prática e especializada, com os profissionais atuando diretamente em serviços públicos. No contexto da atenção primária, o objetivo é ampliar a capacidade de atendimento nas unidades básicas, que são a porta de entrada do SUS e o ponto central de políticas como o Mais Médicos.

Com a reserva desses recursos no Orçamento de 2027, o Ministério da Saúde busca consolidar a expansão das bolsas e assegurar a continuidade do crescimento do investimento federal na formação de profissionais dedicados ao sistema público de saúde do Brasil.