O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, confirmou nesta quinta-feira (24) que vai depor à Polícia Federal no início de outubro no caso Banco Master, em Brasília. Ele será ouvido como testemunha, assim como o ex-presidente do BC Roberto Campos Neto, o banqueiro André Esteves e o diretor de Fiscalização da autoridade monetária, Ailton Aquino.
Durante entrevista coletiva, Galípolo disse ter recebido a convocação e afirmou que está à disposição das autoridades para esclarecer o que souber sobre os fatos investigados. Segundo ele, já prestou informações em outras ocasiões e pode voltar a detalhar o processo.
O que apura a polícia
A investigação busca esclarecer possíveis relações entre integrantes e ex-integrantes do Banco Central e o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. O inquérito apura suspeitas de que o ex-diretor do BC Paulo Sérgio Souza teria recebido vantagens para favorecer a instituição financeira. Ele nega irregularidades.
Além de Galípolo, Campos Neto, André Esteves e Ailton Aquino aparecem no inquérito a partir do depoimento de Souza, conforme a reportagem. Os quatro foram chamados como testemunhas e, neste momento, não figuram como investigados no procedimento.
Inquérito entra na fase final
De acordo com a apuração, a convocação ocorre na etapa final das investigações. Antes de definir possíveis indiciados, a PF costuma ouvir pessoas citadas nos depoimentos e em outros elementos reunidos no caso.
Daniel Vorcaro já prestou depoimento em 28 de agosto. Ele disse que Paulo Sérgio Souza não teria favorecido o Banco Master em análises do Banco Central, mas admitiu ter feito um “agrado” ao ex-servidor ao oferecer apoio durante uma viagem da família dele à Disney, nos Estados Unidos.
Com as oitivas previstas para outubro, a Polícia Federal pretende reunir os últimos esclarecimentos antes de encerrar o inquérito e decidir se haverá indiciamentos.






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