A política brasileira se estrutura em torno de uma forte dualidade: petismo versus antipetismo. Essa polarização define o campo político, com as disputas ocorrendo entre o crescimento do petismo e o bolsonarismo, impulsionado pelo antipetismo. A oposição, muitas vezes, não se define por uma identidade própria, mas sim pela negação do petismo.
Parte do antipetismo, abalada por posicionamentos recentes e impulsionada pelo bolsonarismo, poderia apoiar o petismo em um eventual segundo turno, o que resultaria no fim do bolsonarismo. Essa dinâmica se insere no que é chamado de materialismo histórico cultural político dialético da realidade brasileira, sob o domínio imperialista, que aposta na guerra e adquire feições religiosas no Brasil.
Novo Nacionalismo: Petismo e Trabalhismo
Desde a Revolução de 1930, a política brasileira se caracteriza pela dualidade trabalhismo-petismo versus burguesia nacional. Nesse período, Getúlio Vargas e Lula destacam-se como líderes do polo do trabalho. Lula, em sua campanha para um possível quarto mandato, tem feito referências a Getúlio e intensificou sua aproximação com o trabalhismo em 2022. A estratégia é revigorar a relação entre petismo e trabalhismo varguista, janguista e brizolista, especialmente a partir do Rio Grande do Sul. O apoio do petismo-lulismo ao brizolismo, na figura da neta de Brizola, Juliana (PDT), candidata ao governo do Rio Grande do Sul, seria uma possível composição política para um quarto governo lulista. Lula tem demonstrado apoio ao estado, diferentemente do governo anterior, e aposta na bandeira do trabalhismo brizolista para conquistar o Palácio Piratini, buscando reescrever o fio da história do nacionalismo brasileiro.
Petismo x Trumpismo: Confrontos à Vista
Um eventual quarto mandato de Lula demandaria alianças ideológicas de esquerda para combater o trumpismo e sua vertente bolsonarista. Lula já tem sinalizado uma posição ideológica mais enérgica para suportar a pressão de um Trump mais agressivo, buscando ampliar os interesses norte-americanos no Brasil. Esta postura reflete a Doutrina Monroe e a diplomacia das canhoneiras. Marco Rúbio, do Departamento de Estado, estaria atuando nos bastidores com planos de desestabilização para a América Latina. O cenário aponta para um confronto político-ideológico entre a ultradireita fascista bolsonarista trumpista e o petismo-lulismo, aliado ao trabalhismo varguista-brizolista nacionalista. A luta pela defesa da soberania e das riquezas nacionais que Trump tenta tomar abertamente, de forma imperialista e agressiva, intensificaria esse embate. A vitória de Lula poderia aumentar o cacife geopolítico do Sul Global, impulsionado por um novo rumo político-ideológico, ampliado pelas vitórias do nacionalismo iraniano frente ao imperialismo na guerra do petróleo, sendo uma vitória do Sul Global contra a Doutrina Monroe imperialista.






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