Juliana Rangel Aragão, filha mais velha de Renato Aragão, está movendo uma ação judicial contra o pai para cobrar a quantia de R$ 872.485,58, que, com juros e correções, se aproxima de R$ 1 milhão. A disputa será discutida em uma audiência de conciliação marcada para 26 de outubro, às 13h, na 43ª Vara Cível do Rio de Janeiro.

A controvérsia, conforme detalhado por O Globo, origina-se de um repasse de R$ 950 mil feito por Juliana a Renato em dezembro de 2018. A filha argumenta que o montante era um empréstimo com prazo de devolução integral até 31 de dezembro de 2023. Segundo Juliana, os recursos eram provenientes da venda de um imóvel que ela herdou de sua mãe, Martha Maria Rangel Aragão, falecida em 2014. Ela afirma ter recebido apenas cerca de R$ 77 mil de volta, resultando no saldo atual que está sendo cobrado judicialmente, acrescido de juros e honorários advocatícios.

Versões em Conflito

No processo, Juliana também alega que parte de suas finanças era administrada por sua madrasta, Lilian Aragão, e que ela recebia cobranças de despesas pessoais mesmo morando na casa do pai, sem ter controle total sobre seu próprio dinheiro na época.

A defesa de Renato Aragão contesta essa narrativa. Quando a ação foi divulgada publicamente em novembro de 2025, a família de Renato declarou que os valores não configuravam um simples empréstimo. Segundo uma nota emitida pela equipe de Renato, existia um acordo jurídico de mais de uma década para que parte do patrimônio herdado por Juliana fosse administrado pelo pai, com o objetivo de organizar e preservar seus recursos para uso futuro.

O Acordo e a Relação Familiar

A defesa acrescentou que a movimentação financeira era transparente e que as operações extraordinárias eram devidamente registradas. A família assegurou que os recursos nunca foram incorporados ao patrimônio pessoal de Renato ou de sua esposa, Lilian Aragão, e que o humorista “não precisa nem nunca precisou dos recursos de Juliana”. A nota também mencionou que Juliana saiu da casa do pai sem informar seu paradeiro e que tentativas de reconciliação não prosperaram. A defesa negou a apropriação do patrimônio da filha e reiterou a disposição para o diálogo.

A relação entre pai e filha já havia sido tema de entrevista de Renato Aragão ao F5, da Folha de S.Paulo, em abril de 2025. Na ocasião, ele afirmou não fazer distinção entre os filhos, incluindo Juliana, devido a ela ser adotiva ou homossexual. Ele também comentou sobre a escolha de Juliana em trabalhar como motorista de aplicativo, ressaltando que era uma decisão dela e um trabalho digno. A audiência de conciliação não definirá a dívida, e o processo seguirá caso não haja acordo. Juliana, que reside em Santa Catarina, solicitou permissão para participar da sessão por videoconferência, alegando custos de deslocamento. A Justiça ainda não decidiu sobre o mérito da cobrança.