Em editorial publicado nesta quarta-feira (23), o O Estado de S. Paulo afirmou que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial pode abrir espaço para pessoas ligadas às milícias chegarem ao mais alto nível do poder da República.
O texto, chamado “Flávio e a sombra dos milicianos”, retoma episódios da trajetória política do senador e cobra esclarecimentos sobre sua relação com personagens associados a organizações criminosas do Rio de Janeiro.
ligação com “Peixe” e recursos de emenda
O editorial se apoia em reportagem do próprio jornal que informou que, em 2023, uma assessora de Flávio negociou com Robson Calixto Fonseca, o “Peixe”, a destinação de quase R$ 200 mil em emenda parlamentar. Segundo a publicação, a negociação teria envolvido a busca por vantagens indevidas.
O Estadão também citou a condenação de Peixe pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), em fevereiro deste ano, por integrar organização criminosa armada. De acordo com o jornal, ele fazia parte de uma estrutura ligada aos irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, condenados no mesmo julgamento pelos assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes.
editorial questiona histórico político de flávio
Ao tratar do assunto, o jornal lembrou declarações de Flávio Bolsonaro quando ele era deputado estadual no Rio. Em 2007, segundo o editorial, ele defendeu as milícias como um “novo tipo de policiamento” e classificou crimes cometidos por esses grupos como “casos isolados”.
O texto também recupera a relação do gabinete de Flávio na Alerj com familiares de Adriano da Nóbrega, ex-policial militar apontado como uma das principais lideranças do Escritório do Crime e morto em 2020 durante operação na Bahia.
Na conclusão, o Estadão afirma que os eleitores têm liberdade para escolher seus candidatos, mas diz que o histórico político de Flávio Bolsonaro precisa ser considerado na avaliação sobre a candidatura presidencial. O jornal sustenta que o caso representa risco de ascensão das milícias ao topo do poder da República.






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