O enviado especial das Nações Unidas para o Chifre da África, Guang Cong, mantém diálogos com atores etíopes e internacionais com o objetivo de aliviar as tensões no conflito armado que assola a Etiópia. A informação foi confirmada na segunda-feira, 28 de setembro, por Stéphane Dujarric, porta-voz da ONU, em coletiva de imprensa.

Sete grupos armados de oposição na Etiópia estabeleceram, na semana anterior, uma coalizão para depor o governo do primeiro-ministro Abiy Ahmed. O plano inclui a formação de um governo de transição que seja “inclusivo”, e entre os integrantes da aliança está a Frente de Libertação do Povo do Tigré (TPLF).

Esforços Diplomáticos

Dujarric detalhou que o senhor Guang Cong está em comunicação com interlocutores tanto a nível nacional quanto regional. Ele também coordena esforços com parceiros estratégicos, como a União Africana e a Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (IGAD), visando apoiar iniciativas de desescalada e diálogo.

Histórico do Conflito

O conflito etíope teve início em novembro de 2020. Naquela ocasião, as autoridades do país acusaram a TPLF de atacar uma base militar e, em resposta, lançaram uma operação militar na região do Tigré. Em junho de 2021, rebeldes da região assumiram o controle de Mekelle, levando o governo etíope a declarar um cessar-fogo incondicional.

Posteriormente, os rebeldes anunciaram uma nova ofensiva, alegando ter conquistado partes do Tigré e avançado para a região de Amhara. Em um desenvolvimento significativo, o governo da Etiópia e os rebeldes assinaram um acordo de cessar-fogo em novembro de 2022, buscando encerrar os confrontos.