A Embraer alcançou um novo recorde de entregas no terceiro trimestre de 2026, com um total de 66 aeronaves. Este número representa uma superação, por uma unidade, do volume registrado nos três meses anteriores. O desempenho foi significativamente influenciado pela retomada das entregas na divisão de Defesa & Segurança, que não havia realizado nenhum envio no segundo trimestre.
Entre os meses de julho e setembro, a companhia entregou três aeronaves militares, 22 jatos comerciais e 41 unidades de aviação executiva. No segmento de Defesa & Segurança, foram enviados dois aviões A-29 Super Tucano para a Força Aérea do Paraguai e um cargueiro KC-390 Millennium para a Força Aérea do Uzbequistão. As aeronaves destinadas ao Paraguai estavam com entrega atrasada.
Crescimento em Aviação Comercial e Executiva
A divisão de Aviação Comercial também apresentou um aumento nas entregas no terceiro trimestre, totalizando 22 aeronaves. Este número é superior às 20 entregues tanto no período entre abril e junho quanto no mesmo intervalo de 2025. Já a Aviação Executiva foi responsável pela maior parcela do volume total, com 41 aeronaves enviadas.
Embora o número de jatos executivos tenha sido ligeiramente inferior às 45 unidades do segundo trimestre, manteve-se estável em comparação com o terceiro trimestre do ano anterior. Os resultados posicionam a empresa no caminho para cumprir as metas de 2026, que preveem a entrega de 80 a 85 aeronaves comerciais e entre 160 e 170 jatos executivos ao longo do ano. As projeções foram mantidas após a divulgação dos dados mais recentes.
Desempenho Financeiro e Carteira de Pedidos
No balanço do segundo trimestre, a Embraer reportou uma receita de R$ 11,3 bilhões e um EBIT ajustado de R$ 1,5 bilhão, com uma margem de 13,4%. Diante do bom desempenho operacional e de uma perspectiva de negócios aprimorada, a empresa revisou para cima sua projeção de margem EBIT ajustada para uma faixa entre 10% e 10,6%, em contraste com a estimativa anterior de 8,7% a 9,3%.
A carteira de pedidos da Embraer encerrou o segundo trimestre com um valor recorde de US$ 34,5 bilhões, representando um aumento de 16% em relação ao ano anterior. Especificamente na área de Defesa & Segurança, as encomendas somavam US$ 6,1 bilhões, um avanço de 42% em comparação com o mesmo período de 2025.






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