Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo, participou de uma agenda de campanha no Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, nesta sexta-feira (2). O evento ocorreu a dois dias do primeiro turno das eleições de 2026. Acompanhado das candidatas ao Senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), Haddad fez um balanço da campanha, criticando o pouco tempo de propaganda eleitoral televisiva.

Apesar das limitações, o candidato considerou que a campanha cumpriu seu objetivo de apresentar propostas e críticas aos eleitores. Ele mencionou a ausência de seu adversário, Tarcísio de Freitas, em debates e sabatinas, o que dificultou a comparação de ideias. Dados do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) indicam que Tarcísio de Freitas teve 6 minutos e 20 segundos de propaganda eleitoral na televisão, enquanto Haddad teve 2 minutos e 40 segundos. Essa disparidade ocorreu devido às alianças partidárias, com Tarcísio reunindo oito partidos em sua coligação e Haddad formando aliança com cinco.

Superação e propostas

Mesmo com a diferença no tempo de exposição, o petista avaliou que conseguiu apresentar suas posições sobre os principais problemas do estado, abrangendo segurança, saúde e educação. Haddad evitou antecipar resultados para a votação de domingo (4), afirmando que a realidade seria revelada no dia da eleição.

A escolha de São Bernardo do Campo para a agenda foi estratégica, por ser uma região historicamente ligada ao Partido dos Trabalhadores (PT), berço de sua fundação. O candidato destacou que a passagem pelo ABC Paulista integra a tradição das campanhas do partido. Durante o compromisso, Haddad apresentou propostas para a indústria, educação e transporte na região. Na área econômica, defendeu um plano de reindustrialização para São Paulo após a reforma tributária, com foco na atração de novas indústrias, citando outras regiões como Alto Tietê, Campinas, Sorocaba e São José dos Campos. No transporte, criticou a substituição do projeto de monotrilho por um BRT na ligação com o ABC, defendendo a implantação de um sistema sobre trilhos e a criação de um bilhete único metropolitano.