O ministro do STF Cristiano Zanin prorrogou neste domingo (25 de outubro) o horário de votação do segundo turno das eleições até as 19h em todo o Brasil. A decisão atendeu a solicitações das campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A campanha de Lula requisitou a extensão do horário em estados que sofreram com redução ou ausência de transporte coletivo. O PL solicitou a prorrogação em municípios atingidos por fortes chuvas nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Logo após a decisão, Zanin divulgou uma nota esclarecendo que a prorrogação valeria apenas para "locais onde as urnas não foram fechadas" e que "nas urnas que já foram fechadas os votos serão computados e totalizados". O ministro informou que as duas campanhas haviam relatado problemas no transporte de eleitores.

A determinação de Zanin ocorreu sobre matéria que caberia ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) deliberar, órgão responsável por examinar pedidos das campanhas durante o período eleitoral.

Situação diferente em 2022

Quatro anos atrás, em outubro de 2022, durante o segundo turno daquele pleito, o ministro Alexandre de Moraes, então presidente do TSE, descartou adiar as eleições por causa de operações da Polícia Rodoviária Federal (PRF). À época, a campanha de Lula havia solicitado a prorrogação, alegando que blitze ilegais prejudicavam o trânsito de eleitores para as seções de votação.

Moraes declarou na ocasião que o prejuízo aos eleitores se limitava ao "atraso durante a inspeção", mas ressaltou que "nenhum ônibus voltou à origem" e que todos os eleitores conseguiram se deslocar para votar regularmente.