Eleitores relataram problemas graves no segundo turno das eleições em Salvador neste domingo (25), dentre eles o fechamento antecipado de escolas de votação e o bloqueio de transporte público. O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, havia prorrogado a votação até as 19h em todo o Brasil, mas diversas unidades foram trancadas às 17h. Além disso, 544 ônibus de transporte público permaneceram parados em garagens, impedindo eleitores de chegar aos locais de votação.

A professora Paula Fernanda Souza relatou que o portão do Colégio Aliomar Baleeiro foi fechado antes do horário ampliado, caracterizando o que ela chamou de crime eleitoral. O técnico químico Alfredo Santos Júnior confirmou situação similar em outras escolas da capital. Segundo os relatos, muitos eleitores aguardaram uma hora em pé diante dos portões fechados e acabaram desistindo de votar.

O bloqueio de ônibus foi detectado pelo Procon da Bahia em cinco garagens de Salvador. A investigação apontou que mobilizações políticas impediam a saída dos veículos. O prefeito Bruno Reis atribuiu os atrasos a "problemas operacionais em garagens" e mobilizações de grupos específicos, afirmando ter oferecido transporte gratuito "de forma espontânea" antes de qualquer determinação judicial.

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia, Maurício Kertzman Szporer, determinou o restabelecimento imediato de toda a frota de ônibus e solicitou à Polícia Federal a prisão do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, responsável pelas operações de transporte.

O governador do estado, Jerônimo Rodrigues, colocou a Polícia Militar à disposição, oferecendo policiais habilitados para dirigir os ônibus, caso necessário. A prefeitura de Salvador também liberou todos os veículos das garagens para facilitar o deslocamento de eleitores no dia da votação.