O humorista Adalberto Neto denunciou neste domingo uma suposta interferência eleitoral no Rio de Janeiro. Conforme áudio divulgado no Instagram, um eleitor do PT teria sido intimidado por policiais para falsear seu voto durante operações na Avenida Brasil. A denúncia levanta acusação de possível crime eleitoral contra o direito fundamental de voto.
De acordo com o relato, Lucas, 32 anos, teria enfrentado três abordagens policiais ao se deslocar de carro de aplicativo da Tijuca até Campo Grande. O percurso levou três horas e meia. Na segunda abordagem, um policial solicitou documentos e perguntou se iam votar. Após o motorista responder que sim, o agente teria questionado se votariam "certo".
A mãe de Lucas afirma que orientou o filho a responder que votaria em Bolsonaro, embora fosse eleitor do PT. Segundo a denúncia, logo após essa resposta, o policial colocou um adesivo com o número 22 no para-brisa e informou que não haveria mais paradas. O veículo conseguiu passar nos bloqueios seguintes sem novas interrupções.
Eleitor relata quase impedimento de voto
A mãe relata que seu filho quase foi impedido de votar, conseguindo chegar a Campo Grande apenas porque havia falseado sua preferência. "Meu filho tem 32 anos e quase foi proibido de votar. Ele só conseguiu chegar a Campo Grande para votar porque ele assumiu que ia votar no Bolsonaro", afirmou. A denunciante também afirma que Lucas presenciou cinco pessoas de vermelho que não recebiam autorização dos policiais para entrar em um veículo.
Adalberto Neto classificou o episódio como crime eleitoral e acusou policiais militares de tentar manipular o resultado das eleições em favor do bolsonarismo. "Isso é crime eleitoral, uma instrumentalização da Polícia Militar para manipular o resultado das eleições em favor do bolsonarismo", afirmou o humorista. Ele pediu a divulgação do áudio e a responsabilização dos envolvidos.
A Justiça Eleitoral estabelece que tentativas de influenciar a escolha dos cidadãos no dia da votação podem configurar crime eleitoral. A denúncia ocorre em contexto de preocupação com possível interferência no deslocamento de eleitores durante o segundo turno das eleições presidenciais.






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