As eleições presidenciais de 2026 contarão com a participação de 918.876 brasileiros com domicílio eleitoral fora do país. Esse contingente representa pouco mais de 0,5% do total de 158,7 milhões de eleitores aptos a votar, conforme informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A votação ocorrerá em 134 países, com seções eleitorais previstas em 186 cidades, localizadas principalmente em embaixadas e consulados, mas também em escolas, hotéis e outros espaços.
O primeiro turno está agendado para 4 de outubro, com um possível segundo turno em 25 de outubro. Os Estados Unidos lideram o ranking de eleitores brasileiros no exterior, com aproximadamente 265,4 mil. Portugal aparece em seguida, com 134,7 mil eleitores, seguido por Japão (88,3 mil), Canadá (46,4 mil) e Alemanha (41,5 mil).
Crescimento e perfil do eleitorado no exterior
Houve um aumento expressivo no número de eleitores brasileiros no exterior nas últimas eleições. Em 2014, cerca de 354 mil brasileiros estavam habilitados a votar fora do país, número que subiu para quase 700 mil em 2022. Para o pleito de 2026, o cadastro registrou um acréscimo de aproximadamente 222 mil eleitores, o que representa um aumento de 31,8% em relação às eleições anteriores.
Entre os novos eleitores está a jornalista Victória Moretti, de 30 anos, que reside em Ontário, Canadá, desde agosto de 2025. Ela precisará viajar até Toronto para votar. Moretti destacou a importância de sua participação, afirmando que a experiência de viver fora intensificou sua ligação com o Brasil. A jornalista também observou que as divergências políticas presentes no Brasil se refletem na comunidade brasileira no Canadá, com a presença de eleitores com diferentes perfis e tendências políticas.
Dados demográficos e justificativa de ausência
O perfil do eleitorado brasileiro no exterior revela que as mulheres são maioria, representando 57% do total, enquanto os homens correspondem a 43%. A faixa etária predominante é a de 40 a 44 anos, seguida pelos grupos de 45 a 49 e de 35 a 39 anos. Em relação à escolaridade, 38% concluíram o ensino superior, 29% finalizaram o ensino médio e 13% possuem ensino superior incompleto. O cadastro inclui ainda 6.614 eleitores com deficiência, o equivalente a 0,72% do total no exterior.
Para aqueles que estiverem fora do Brasil no dia da eleição e não puderem votar, será possível justificar a ausência por meio do aplicativo e-Título ou em uma mesa receptora de votos no exterior que opere com urna eletrônica. O TSE esclareceu que não haverá mesas destinadas exclusivamente para a justificativa de ausência.






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